Felipe Rau/Estadão
Sócios da Livance: Gustavo Machado (E), Fábio Soccol (C) e Cláudio Mifano (D) Felipe Rau/Estadão

Startup cria coworking de consultório médico

De olho na demanda de médicos, Livance atende demanda de profissionais em busca de consultórios; neste ano o ritmo de crescimento deve ser mantido

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2021 | 05h00

Com 3,5 anos de atividade, a startup Livance, um coworking de consultórios médicos, iniciou 2020 com três unidades e encerrou o ano com sete, todas em regiões nobres da cidade de São Paulo e em Campinas, no interior. Para 2021, o ritmo de crescimento será mantido – a abertura de quatro unidades está no planejamento e mais espaço em edifícios corporativos está na mira para expansão.

A empresa mira uma demanda no segmento médico: a do profissional que quer ter seu consultório, algo que envolve algum conhecimento em administração por parte do médico e custos fixos, que podem ser altos. 

Na Livance, o médico contrata um serviço de assinatura, que inclui secretária, sua presença digital por meio de um site (onde o paciente pode fazer o agendamento online) e cartão de visita. O uso do espaço físico do consultório em si é feito de acordo com a necessidade e a cobrança é realizada conforme o tempo das consultas. De extra, há ainda um espaço de coworking tradicional, onde o médico pode ficar entre uma consulta e outra.

A startup nasceu no berço da tecnologia do mundo, na Universidade de Stanford, no Vale do Silício. “Desenvolvemos uma plataforma de tecnologia, porque esse seria o coração da empresa. Envolve sim o espaço físico, mas com um modelo de negócio facilitado pela tecnologia”, comenta o cofundador e presidente da Livance, Claudio Mifano. A empresa foi criada ao lado do engenheiro Gustavo Machado e do médico Fabio Soccol.

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Prédios corporativos ganham novo perfil de inquilinos

Setor imobiliário conta com aumento da demanda de empresas de tecnologia, saúde e finanças para tentar reduzir a taxa de vacância

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2021 | 05h00

Após uma onda de devoluções de escritórios no rastro do home office, no ano passado, uma leva de novas empresas começa, aos poucos, a ocupar esses espaços, dando uma fisionomia nova aos prédios corporativos que antes tinham um perfil “tradicional”, com baias, salas fechadas e de reuniões. Esse processo de mudança, capitaneado por companhias que foram na contramão da atividade econômica e cresceram em meio à crise, como as de tecnologia, saúde e de assessoria financeira, traz um alento ao setor, que conta com isso para tentar diminuir um pouco a chamada taxa de vacância. 

As estimativas iniciais de especialistas é que o porcentual de empreendimentos sem inquilinos possa superar os 20% até o fim deste ano só na cidade de São Paulo, o dobro do observado no período pré-pandemia. Há um outro problema à vista: a chegada dos prédios que ficarão prontos agora em 2021.

Levantamento da Buildings, empresa de pesquisa imobiliária voltada para o segmento de imóveis comerciais, mostra que 31 novos edifícios deverão ser incorporados em breve ao mercado em São Paulo. Em metragem, considerando os projetos de classe A, são mais 352 mil metros quadrados de área para aluguel ou venda, em comparação aos 220 mil metros em 2020 – aumento de 60%.

“A decisão pela construção desses empreendimentos foi tomada há cerca de três anos, quando havia uma indicação de queda na taxa de vacância”, afirma o sócio-diretor da Buildings, Fernando Didziakas. Segundo ele, a solução pode estar nas empresas que estão fazendo planos de crescimento. “Na pandemia, as empresas conseguiram se adaptar ao home office, mas isso, no longo prazo, não vai se manter integralmente. As empresas vão continuar precisando de espaços físicos, mas a retomada poderá vir de novas empresas que estão chegando ao mercado e aquelas que estão crescendo.”

Um sinal disso é o que aconteceu em um dos edifícios já entregues no início do ano, o B32, localizado no bairro do Itaim, em São Paulo. Ele foi entregue com 60% de seus andares alugados, grande parte para empresas de tecnologia. Apenas o Facebook reservou espaço equivalente a 30% do edifício. Já o e-commerce Shopee, com sede em Cingapura, e que viu seu negócio se expandir rapidamente no Brasil em meio à pandemia, tinha alugado uma área de 4 mil metros quadrados. Agora, já planeja sua expansão, disse uma fonte ao Estadão.

Em outro movimento, a fintech Creditas também não para de expandir seu espaço próximo à Marginal Pinheiros. A mexida no mercado também passa por executivos de bancos e gestoras de investimento que começam a tirar do papel projetos de voo solo e, para isso, precisam de espaço físico para suas atividades. 

Saúde

O responsável pela Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield, Jadson Andrade também cita empresas dos ramos de seguro, energia e saúde. Neste último caso, Andrade comenta que algumas empresas estão recorrendo a prédios corporativos para montar clínicas e até mesmo hospitais, quando conseguem fazer a adaptação necessária no empreendimento. A Prevent Senior, por exemplo, alugou no ano passado um prédio corporativo na Avenida Brigadeiro Luís Antônio para construir um hospital. Ficou ainda com o antigo prédio onde funcionava a Fnac, em Pinheiros, e outro na Marginal.

“Os escritórios começam a ser adaptados para a nova realidade e para as demandas que começam a surgir agora”, diz Caio Castro, sócio da gestora de fundo imobiliários RBR. Essa adaptação tem passado por maior espaçamento entre os pontos de trabalho e, ainda, áreas de interação, algo que vem se mostrando necessário após o esgotamento do trabalho em casa em 100% do tempo

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Construtora monta escritório para manter distanciamento

Juros baixos também deram um impulso no crescimento da Eztec, que montou um novo escritório

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2021 | 05h00

A manutenção de taxas de juros reduzidas ao longo dos últimos anos incentivou mais pessoas a investir na compra de imóveis, em um movimento que ignorou a crise pandêmica e deu fôlego ao mercado da construção civil. Mas um ponto-chave pesou na decisão da construtora Eztec de ampliar o próprio espaço de escritórios: a necessidade de distanciamento social.

Por conta dessa visão, a empresa estruturou um novo escritório no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, com uma área de 1.105 metros quadrados, que acomoda 75 funcionários. Próximo dali, fica a sede da empresa, com outros 2.462 metros quadrados de área, e espaço para abrigar até 220 profissionais.

“Acreditamos no crescimento do setor e apostamos no segmento de lajes corporativas. Apesar da pandemia ter forçado o teletrabalho, isso se dá por uma questão sanitária de curto prazo. As empresas vão voltar a crescer, e muitas como a Eztec não pararam de crescer. Então, desejamos estar bem posicionados para isso”, afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Emílio Fugazza.

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Fintech busca espaço maior para acomodar novos funcionários

Empresa de microcrédito, SuperSim aluga espaço com mil metros; total de empregados passou de 14 para 80 em um ano

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2021 | 05h00

A fintech de microcrédito SuperSim assinou no fim do ano passado um contrato para ficar com um espaço de mil metros quadrados no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Com a crise do novo coronavírus forçando mais pessoas e empresas a buscar financiamento, a empresa viu o volume de operações crescer 25 vezes no ano passado, o que levou a um aumento meteórico da equipe. De 14 funcionários, no fim de 2019, para mais de 80 no fim do ano passado.

“Nascemos em um coworking, depois passamos para uma sala de 100 metros quadrados no Itaim e depois alugamos mais duas salas no mesmo prédio. Agora, passamos para um espaço de mil metros quadrados”, comenta o presidente da SuperSim, Antonio Brito.

A responsável pelo projeto do novo escritório, Carolline Volpato, é líder da área de pessoas da empresa. Quando a fintech viu que precisava se mudar para um espaço maior, diante do forte crescimento, uma ligação provou como os setores foram diversamente afetados na pandemia. Carolline foi procurada pelo dono de um espaço de coworking que iria fechar as portas após o abalo provocado pela crise em seu negócio. As condições de negociações, conta ela, foram bastante positivas, dado o atual contexto. 

Com meta de dobrar o número de funcionários neste ano, o escritório novo – que só será ocupado quando o governo de São Paulo relaxar as medidas de isolamento social – deve suportar o crescimento da SuperSim por dois ou três anos, estima Carolline.

Já a Decode, empresa de data analytics controlada pelo banco BTG Pactual, também saiu de um escritório de coworking rumo a um endereço com 900 metros quadrados no Itaim, bem no coração do chamado mercado financeiro paulista. A empresa, fundada em 2019, não revela números. O novo endereço chegou a ser ocupado em janeiro passado, mas teve de ser esvaziado com o anúncio de medidas mais duras para o enfrentamento da pandemia.

A opção por um escritório físico se manteve mesmo depois da evidência de que o modelo de trabalho híbrido – com parte das funções sendo desempenhada em home office – não vai desaparecer com o fim da pandemia. “O espaço físico tem mais a ver com troca e interação e isso auxilia na construção de um projeto e motivação da equipe”, comenta o presidente da Decode, Renato Dolci. 

Segundo ele, apesar desse investimento no espaço físico, a ideia é manter um revezamento entre as equipes. Ele frisa que a empresa tem se beneficiado do home office, já que esse modelo de trabalho tem ajudado na busca de profissionais de tecnologia, segmento com alta demanda, em todo o Brasil.

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