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Startup oferece carteira e cofre para bitcoins

Fundada há dois anos nos Estados Unidos, Xapo promete compensar clientes em caso de roubo ou ciberataque

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2014 | 02h16

Enquanto parece distante o dia em que o bitcoin será regulamentado por autoridades financeiras em geral, oferecendo um ambiente mais seguro que ajude a consolidar a moeda, empresas privadas já correm para oferecer serviços que tornem a posse da moeda algo menos vulnerável a ataques cibernéticos ou ao colapso de operadoras.

Entre elas, está a Xapo, fundada há dois anos pelo argentino Wences Cesares. A empresa pretende oferece serviços de cofre e carteira para bitcoins. Recentemente, a Xapo recebeu um aporte de US$ 20 milhões de uma empresa de capital de risco, a Benchmark, localizada no Vale do Silício e uma das primeiras a apostar no eBay.

A proposta da empresa é permitir o armazenamento de HDs de computador com bitcoins em cofres localizados abaixo da terra, vigiados por guardas armados. Além disso, a empresa promete segurar todos os depósitos, permitindo que eventuais clientes sejam compensados no caso de seus cofres serem roubados, coisa que as atuais operadoras de bitcoin não fazem. "Os bitcoins que estão nos cofres estão em servidores que nunca estão online e nunca estiveram online", explicou o executivo ao site TechCrunch.

O serviço de carteira de bitcoins da Xapo é protegido por uma senha de quatro números. Quando o cliente quiser, ele poderá transferir unidades da moeda digital da carteira para o cofre. Para Cesares, a carteira funciona como uma conta-corrente enquanto que o cofre faz o papel de conta-poupança. A empresa informou que cobra uma taxa anual de 0,12% do saldo do cliente pela guarda dos valores. A Xapo diz que sua clientela é de aproximadamente 2 mil contas, incluindo fundos hedge e outras instituições financeiras.

Crescimento. "Nos últimos anos, o Bitcoin levou as pessoas para um passeio louco", escreveu Cesares em um texto no blog da empresa. "Cresceu de um mundo de entusiastas iniciais para se tornar parte da conversa diária de varejistas, reguladores e consumidores. Conforme evoluiu, reconhecemos dois temas-chave que as pessoas sempre pedem que o mercado do bitcoin enfrente: confiança e acessibilidade".

"Confiança nos participantes, na tecnologia e no ecossistema como um todo - se trata de um passo realmente importante para o ecossistema bitcoin", disse ao Wall Street Journal um dos sócios da Benchmark.

Cesares disse que se empolgou com o conceito do bitcoin devido às muitas flutuações financeiras por que passou na Argentina, o que muitas vezes teve efeito devastador nas economias de sua família. "Já vivi em tempos de inflação anual de 12.000%. Acredito que uma moeda digital como o Bitcoin poderia resolver a natureza desconjuntada da nossa economia mundial".

O histórico profissional de Cesares no mundo financeiro inclui um empreendimento no Brasil. Em 2002, ele foi um dos fundadores do Lemon Bank, ou Banco Lemon, um banco popular que fez parceria com o Banco do Brasil. Em 2009, o BB assumiu a rede de correspondentes bancários do banco. Antes do Lemon Bank, seus executivos foram responsáveis pelo site Patagon, que oferecia fundos para aplicações pela internet e outras informações financeiras.

O executivo foi sócio da Lemon.com, especializada em serviços de pagamentos por celular. A empresa foi vendida por US$ 50 milhões. / C.R.

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