Steinbruch admite interesse na CSA

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, admitiu interesse pela fatia da alemã ThyssenKrupp na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), empresa da qual a Vale é sócia minoritária. De acordo com ele, o grupo alemão ainda não pôs à disposição dos interessados os dados sobre seu ativo, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro.

GLAUBER GONÇALVES / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h05

"Na hora em que forem disponibilizados os dados (da CSA para os interessados), que ainda não foram, a gente vai com certeza ter interesse em estudar", declarou o executivo, depois de participar, no sábado, de um painel sobre infraestrutura e sustentabilidade durante o Humanidade 2012, evento paralelo à Rio+20, no Forte de Copacabana.

Em 15 de maio, a ThyssenKrupp revelou a intenção de vender a CSA, que acaba de completar dois anos de operação. O anúncio foi feito após meses de especulação no mercado sobre um possível plano da empresa alemã para se desfazer da planta, que sugou 5,2 bilhões em investimentos e foi inaugurada em 2010, depois de sucessivos adiamentos.

Usiminas. Questionado sobre o que faria com as ações da Usiminas adquiridas pela CSN, Steinbruch disse ainda não saber. "Realmente não sei", declarou, sem dar detalhes.

Essa é uma das grandes questões que enfrenta hoje a CSN, que conseguiu acumular, no mercado, 20,14% das ações preferenciais e 11,66% das ordinárias da Usiminas, mas teve sua aspiração de obter um assento no Conselho de Administração da concorrente barrado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As ações da Usiminas vêm se desvalorizando desde o investimento da CSN. / COLABOROU FERNANDA GUIMARÃES

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