Steinbruch fez oferta pela siderúrgica

Desde o início do ano, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), presidida por Benjamin Steinbruch, tem comprado ações da Usiminas no mercado financeiro. A estratégia de Steinbruch era barrar a principal sócia da Usiminas - a japonesa Nippon Steel - de exercer o seu direito de preferência.

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2011 | 03h00

Em agosto, a CSN já acumulava participação de 15,15% das ações preferenciais e 11,29% das ordinárias na siderúrgica. Mas no mês seguinte a ofensiva ganhou novos parâmetros: a companhia fez uma oferta informal (sem oficializar à Comissão de Valores Mobiliários) de quase R$ 5 bilhões para levar a fatia de 26% que a Camargo Corrêa e a Votorantim tinham na siderúrgica mineira. A oferta dependia da aceitação da venda pelas duas, Camargo Corrêa e Votorantim.

Também em setembro, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, pediu explicações detalhadas sobre o avanço da CSN na Usiminas. A estratégia de Steinbruch deixou a SDE em alerta e foram emitidas duas notificações, uma para cada empresa. O que mais preocupa a secretaria é que, com a participação que já tem, a CSN conquista o direito de ter um assento no conselho de administração da empresa. Assim, teria informações relevantes sobre sua principal concorrente. Apesar de não se tratar de uma fusão ou aquisição, quando uma empresa compra participações de outra do mesmo setor, a operação é também um ato de concentração de mercado e, como tal, precisa ser apresentada ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), além da própria SDE. Pela legislação nacional, negócios entre empresas com faturamento acima de R$ 400 milhões por ano ou participação de mercado superior a 20% precisam ser oficializados no SBDC. No setor de aços longos, por exemplo, Usiminas e CSN têm mais de 70% do mercado.

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