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Stephanes: cadeia produtiva também é responsável por Sisbov

Segundo ministro , pecuaristas, exportadores e empresas são responsáveis pelo bom funcionamento do sistema

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2008 | 16h08

Depois de pedir aos frigoríficos que liderassem o processo de rastreabilidade do rebanho bovino, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta terça-feira, 19, que todos os elos da cadeia produtiva da carne também têm responsabilidade no processo de certificação exigido pela União Européia (UE) para compra do produto brasileiro.  Ele não isentou o governo federal da responsabilidade de fiscalizar, mas disse que pecuaristas, exportadores e empresas certificadoras são responsáveis pelo bom funcionamento do Sisbov. "O ministério não produz e nem exporta", afirmou. "A cadeia produtiva também precisa fazer a sua parte", completou. Stephanes disse que as críticas da UE ao sistema brasileiro de rastreabilidade são conhecidas e acrescentou que o governo tomou medidas para corrigir as deficiências.  Entre elas, citou o agrupamento das medidas de controle sanitário e de certificação numa única secretaria. Outra mudança, segundo ele, foi a exigência da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica para o gado vendido para frigoríficos que exportam para o mercado europeu. Até pouco tempo, a GTA, documento que autoriza o trânsito de animais entre propriedades e também para os frigoríficos, era preenchida a mão. Em relação à chegada da missão Européia ao Brasil, prevista para o próximo domingo, 24, o ministro demonstrou tranqüilidade, apesar da polêmica que envolve o embargo do bloco à carne brasileira e os motivos que determinaram a suspensão comercial a partir do dia 1º de fevereiro. As vendas foram suspensas porque o Brasil apresentou uma lista de 2.681 fazendas que, segundo o governo, cumpriam as regras da UE para a compra de carnes. Os europeus pedem a indicação de apenas 300 propriedades. Nesta terça, o ministro evitou falar sobre o número de fazendas que estará na lista, mas confirmou que caberá aos europeus escolher as propriedades que serão visitadas a partir da próxima semana. Stephanes também descartou mudanças no sistema de rastreabilidade, como defendem representantes de algumas certificadoras, que pedem regras mais rígidas para credenciamento das empresas junto ao ministério. Na semana passada, o ministro classificou a situação das certificadoras como um "escândalo". Apesar das dificuldades na negociação com a UE, o presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Fábio Meirelles, avaliou que o Brasil deve insistir no mercado europeu, que compra cortes nobres do Brasil. "Temos condições de produzir para atender a outros mercados e também manter o fornecimento para os 27 países do bloco", avaliou.

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