Stephanes convida europeus a conhecer produção de carnes

Deputados de Irlanda e Inglaterra poderão visitar qualquer frigorífico habilitado a exportar para a UE

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

17 de outubro de 2007 | 15h26

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, convidou membros da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu a conhecer a cadeia produtiva da carne brasileira. O convite, para visitar o Brasil, foi feito nesta quarta-feira, 17, ao presidente da comissão, o deputado inglês Neil Parish, e à deputada irlandesa Mairead McGuinness, em reunião na Missão do Brasil para União Européia, em Bruxelas. As informações são da assessoria de imprensa do ministério. De acordo com Stephanes, os parlamentares podem escolher visitar qualquer um dos 82 frigoríficos ou qualquer uma das 20 mil propriedades habilitadas a exportar carne bovina para a União Européia. "Respeito a posição dos parlamentares e entendo que as restrições às importações de carne brasileira são motivadas por razões de mercado. Mas garanto que o Brasil tem um sistema rígido de defesa sanitária e estamos cumprindo todas as exigências da União Européia", disse o ministro. Os pecuaristas irlandeses têm pressionado para que a União Européia suspenda as importações de carne do Brasil. Eles alegam que a carne brasileira representa um risco para o rebanho local, pois os lotes provenientes do Brasil podem "carregar" o vírus da febre aftosa.  No encontro, o ministro acrescentou que o Brasil exporta apenas 20% da carne produzida, e que a prioridade é abastecer o mercado interno. Na reunião, ele comparou os sistemas de rastreabilidade irlandês e brasileiro. "Na Irlanda, o sistema de rastreabilidade inclui tanto os animais para consumo interno quanto aqueles destinados ao mercado externo. Já no Brasil, apenas os produtores interessados no mercado externo precisam incluir suas propriedades no sistema", explicou. Na reunião, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, apresentou aos parlamentares o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). De acordo com Kroetz, em 2006, foram realizados 18 mil exames laboratoriais para controle de medicamentos veterinários em produtos animais e vegetais. "Foram detectadas apenas 49 não-conformidades, consideradas irrelevantes depois da análise final", explicou.

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