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Stephanes: crise financeira não afeta produtores no País

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou hoje que os agricultores brasileiros não serão prejudicados pela crise que atinge o mercado financeiro. As principais bolsas de comercialização futura de produtos agrícolas fecharam em forte queda hoje. "A grande maioria dos produtores já havia vendido, já havia fechado o câmbio. Aqueles que venderam e não fecharam o câmbio, (estão numa posição) ótimo, porque vão fechar o câmbio agora mais alto. E os que não tinham nem vendido e nem fechado câmbio, ou seja, que não tinham feito nada, eles não estariam perdendo, eles estariam num pequeno movimento positivo, pois a queda (dos preços) foi menor que a valorização do dólar", avaliou o ministro. Stephanes disse não acreditar em recessão mundial por causa da crise que atingiu os mercados financeiros nos últimos dias. Hoje, as principais bolsas internacionais de negociação de produtos agrícolas fecharam em queda. Os contratos de soja recuaram quase 5% na Bolsa de Chicago. "Por enquanto, não há indicação para isso (recessão). Até agora, você tem um fenômeno que até certo ponto é natural e que deve se acomodar", afirmou o ministro após participar da reunião do Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), em Brasília. RecuperaçãoPara Stephanes, os mercados de produtos agrícolas devem se recuperar. "Em princípio, a situação deve se normalizar. O preço caiu um pouco, mas a situação deve se normalizar", avaliou ele, ao se referir ao recuo de 6% nos preços futuros do café. Para as outras commodities, Stephanes disse que quem comprou contratos para vender na alta ficou com receio e optou pela venda.O ministro disse que é preciso acompanhar a movimentação do mercado nos próximos dias, mas acrescentou que, numa primeira avaliação, o movimento é "passageiro" e a crise é conjuntural. "A crise é financeira e não econômica. Os fundamentos ainda estão mantidos, não só no Brasil como em todo o mundo, a não ser que a crise financeira venha a atingir os fundamentos econômicos e se preveja crescimentos menores nos diversos países", completou.

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