Stephanes: dez países devem abrir mercado para Brasil

O Brasil deve contar com pelo menos dez novos mercados para exportar seus produtos agrícolas este ano, segundo estimativa do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, apresentada hoje à imprensa. De acordo com ele, a prioridade da pauta são as carnes bovina, suína e de aves. Stephanes explicou que esse número de países pode ser maior, mas que dez deles já estão em fase final de negociação. "O Japão é um dos países que apresentam hoje melhores condições (para abertura de mercado)", citou.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2010 | 13h59

O potencial desses novos mercados, de acordo com o ministro, é de US$ 10 bilhões. "Se conseguirmos 10%, 20% disso... O importante é entrar nesse mercado e estamos adiantados em termos de negociações", afirmou. Stephanes admitiu que o aumento não é significativo dado que o Brasil já mantém relações comerciais com aproximadamente 180 países. "Mas temos de continuar a aumentar."

Além da abertura de novas praças de negociação, também estão na lista dos mercados considerados como prioritários pelo Ministério da Agricultura: Taiwan, Malásia, Indonésia, China, União Europeia, Croácia, México, Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia, México, Estados Unidos e Canadá.

Stephanes ressaltou que o maior empecilho para a ampliação ou início das negociações é o uso de barreiras sanitárias, que, às vezes, segundo ele, são utilizadas como barreiras comerciais. "Há países que estão deixando claro que querem proteger sua produção", disse. "Considero isso legítimo e acho que, às vezes, o Brasil precisa aprender a proteger um pouco mais seus produtores", argumentou.

Para buscar novos mercados e derrubar barreiras, o ministério prepara mais de 30 missões sanitárias, fitossanitárias e comerciais este ano em 40 países. A programação de missões sanitárias e fitossanitárias para 2010 prevê visita a países como Japão, Coreia do Sul, Filipinas, África do Sul, Colômbia, China, Bruxelas, Argentina, Uruguai e Austrália.

No caso das 12 missões de promoção internacional, o foco estará em produtos como soja, milho, arroz, carnes, café, lácteos, frutas e ração para animais, entre outros. Serão visitados China, Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Arábia Saudita, Emirados Árabes, África do Sul, Argélia, Marrocos e Egito.

O ministro salientou que alguns mercados já foram abertos no ano passado. Foi o caso de Argentina, Filipinas e Vietnã para a carne suína; de China e África do Sul, para aves; de Chile, Argélia, Tunísia, Nigéria, para carne bovina e da Argélia, para lácteos. "A estratégia é a persistência. Temos de remover todos os problemas sanitários e fitossanitários e esse é um trabalho permanente", disse.

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