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Stephanes diz que UE sempre comprou carne não rastreada

Ministro mudou o tom do discuro. Antes ele havia acusado frigoríficos por venderam carne não rastreada

João Naves, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 14h06

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, mudou o tom do seu discurso sobre a venda de carne brasileira para a Europa. Depois de acusar os frigoríficos por venderam carne não rastreada para a União Européia, o ministro agora defende a carne exportada pelo Brasil. Ao desembarcar em Campo Grande nesta sexta-feira, 15, ele disse que o bloco sempre comprou carne não rastreada do Brasil, e só agora usa esse procedimento para justificar o embargo. "Essa situação foi mencionada em relatório da UE enviado a Organização Mundial do Comércio, recentemente". Veja também: UE rejeita mais uma vez lista de fazendas aptas a exportar carne Negociações continuam, diz ministério Propriedades incluídas na 1ª lista estavam irregulares  O ministro defendeu a idéia de que acabaram as discussões sobre aftosa ou barreira sanitária, e que agora a questão é sobre rastreamento, competição e controle. "A carne bovina brasileira é, indiscutivelmente, de primeiríssima qualidade e produzida em boas condições sanitárias". Para atender às exigências da UE, o sistema de rastreabilidade começou a ser implementado em 2002, quando era ministro da Agricultura o atual presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes. Nesta sexta, continuam as negociações para tentar reabrir o mercado da União Européia à carne brasileira. As vendas estão suspensas porque o Brasil apresentou em janeiro uma lista de 2.681 fazendas aptas a exportar ao bloco, contrariando a orientação dos europeus, de que a relação tivesse apenas 300 propriedades. Na quinta-feira, o Brasil apresentou uma nova lista. Desta vez com 523 fazendas aptas a exportar o produto. Contudo, mais uma vez o bloco rejeitou a lista de fazendas certificadas pelo Brasil. O Estado apurou que esta lista não tem apenas base técnica e alguns nomes teriam sido mantidos por pressão política. Para completar, o número de animais em cada fazenda foi modificado. O Ministério divulgou nota ontem, na qual afirma que negocia a vinda de nova missão do bloco para verificar as fazendas que forem escolhidas pela União Européia. "Está sendo tratado, ainda, o calendário com a previsão de inclusão de novas propriedades na lista até retomar a situação anterior ao bloqueio."  

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