Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Stephanes: fusão de Sadia e Perdigão era necessária

A união da Sadia com a Perdigão, que resultará na criação da Brasil Foods (BRF), dificilmente atrapalhará os produtores integrados às companhias no que se refere à questão dos preços de comercialização dos produtos, na opinião do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. "Não acredito numa disputa por preço. Não vejo esse perigo, não", disse à Agência Estado. "Sadia e Perdigão são empresas com integração muito forte com os produtores", acrescentou.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

19 de maio de 2009 | 15h51

Stephanes avaliou como positiva a fusão das duas empresas. "A união não chega a ser algo ruim, pois precisamos de companhias fortes", afirmou. "A fusão era necessária", continuou. Questionado a respeito da possibilidade de ocorrer com a Brasil Foods o mesmo que foi verificado com a AmBev (empresa de bebidas formada inicialmente por duas companhias nacionais, Brahma e Antarctica, mas que posteriormente foi adquirida em grande parte por uma empresa belga, a InBev), Stephanes negou taxativamente. "O espírito do homem rural, da empresa rural é outra coisa. É tudo muito diferente na forma de agir", comparou.

Na avaliação do ministro, apesar da concentração de 40% do mercado com a união das duas companhias, o restante do segmento é bastante pulverizado. "A competição vai continuar", previu, citando como exemplo a Aurora, uma grande cooperativa que concorre com as duas companhias e é formada por 450 mil associados.

Tudo o que sabemos sobre:
SadiaPerdigãoReinhold Stephanes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.