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Stephanes: governo estuda ampliar recursos para safra

O governo estuda ampliar em aproximadamente 10% o volume de recursos destinados ao financiamento da safra agrícola e liberar cerca de R$ 1 bilhão para equalização de juros para o setor no intuito de beneficiar o produtor que colaborar para a redução de emissão de gases de efeito estufa. A informação foi divulgada hoje pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, após participação na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

16 de novembro de 2009 | 17h25

O montante voltado para agricultura empresarial em 2009/2010 foi de R$ 92,5 bilhões, o que significa que o aporte deverá ser próximo de R$ 10 bilhões. A meta brasileira de redução de emissões de gases, que será levada ao seminário internacional sobre mudanças climáticas no próximo mês, será de 36% a 39% até 2020, dos quais o intervalo de 4,9% a 6,1% caberá à agricultura.

"Lógico que isso terá um custo para o governo, mas será pequeno ante o tamanho da agricultura", avaliou Stephanes. Ele salientou que, a fundo perdido, a despesa do governo será apenas com a redução da taxa de juros, lembrou que os recursos voltados para o financiamento do setor acabam voltando para o governo com o pagamento do principal e das taxas.

Para o ministro, o produtor não encontrará problemas em contribuir para a meta brasileira de redução de emissões porque todas as ações, como plantio direto, integração lavoura-pecuária e fixação biológica do nitrogênio, são benéficas para o setor. "Não há problemas. (A meta) É factível para a agricultura, pois são itens que são bons para o produtor", considerou.

Greenpeace

Stephanes afirmou que a organização não governamental (ONG) Greenpeace deveria fazer hoje manifestações de protesto contra a decisão dos Estados Unidos e da China de não levar metas numéricas de redução de emissões de gases de efeito estufa à conferência internacional sobre mudanças climáticas, no mês de dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A afirmação do ministro foi uma clara resposta às manifestações feitas recentemente pela ONG contra propostas de alterações no Código Florestal feitas por produtores e o Ministério da Agricultura. "O Greenpeace deveria estar fazendo manifestação lá, e não aqui."

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