Stephanes: mercado levará à queda de barreira ao etanol

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que a eliminação da tarifa de importação sobre o etanol aplicada pelos Estados Unidos deverá ser definida pelo que ele chamou de "necessidade de mercado". Para o ministro, os americanos não terão condições de atingir as metas de mistura à gasolina estipuladas pelo governo apenas com o milho que produzem. Importar será uma necessidade. "Se os preços do petróleo e dos grãos continuarem subindo, importar etanol será necessário para o país", disse Stephanes, que participa hoje do Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2008 e 2009, da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), no Hotel Gran Meliá Mofarrej, em São Paulo.Entretanto, o ministro disse que as possibilidades do mercado externo para o etanol brasileiro ainda não são concretas. Segundo ele, as perspectivas são muito positivas, mas ainda é preciso esperar a definição de políticas de biocombustíveis em alguns países. "Temos um mercado interno muito grande, mas o externo ainda precisa reduzir algumas barreiras. Se não se cobra imposto para a gasolina, não faz sentido cobrar para o etanol", disse, aludindo à carta enviada por multinacionais ao governo europeu solicitando revisões no programa de utilização de biocombustíveis. Para o secretário de relações internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, não está descartada a possibilidade de alguns países tornarem a política de biocombustíveis opcional e não mandatória. "Existe esse risco, como está sendo sinalizado pelo Japão", disse Porto.

ALEXANDRE INACIO E FABIOLA GOMES, Agencia Estado

24 de junho de 2008 | 13h34

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