Stephanes quer importação de fertilizantes livre de taxas

Ministro da Agricultura diz que tendência é desonerar; nesta 4ª será divulgado o novo Plano Agrícola e Pecuário

Fabíola Salvador e Evandro Fadel, da Agência Estado,

02 de julho de 2008 | 10h15

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes disse nesta quarta-feira, 2, que é contrário a qualquer taxação à importação de fertilizantes. "A tendência é desonerar. Taxar importação, nunca", disse ele ao chegar ao Expo Unimed, em Curitiba, onde será divulgado o Plano Agrícola e Pecuário 2008/09. Na terça-feira, circularam rumores de que o governo poderia taxar as importações de fertilizantes para estimular a produção interna.   Em relação aos insumos, o ministro também comentou que um dos pontos defendidos pelo Ministério da Agricultura é o fim da cobrança do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que é de 25% do frete e que incide sobre as importações de insumos agropecuários. "A cobrança acaba por encarecer o produto final que é oferecido ao agricultor", explica.   Sobre o plano de safra, o ministro destacou duas medidas. A primeira é uma linha de crédito que terá juros de 2% ao ano para financiar o investimento na agricultura familiar. A segunda medida é um programa para recuperação de áreas degradadas que contará com recursos de R$ 1 bilhão oriundos do BNDES e terá taxa de juro máxima de 6,75% ao ano. "O governo não quer que a agricultura avance nas áreas do bioma amazônico", afirmou o ministro.   Ele também citou a elevação do preço mínimo do feijão e lembrou que a idéia do governo é estimular a produção para evitar oscilações bruscas de preço.   Stephanes afirmou ainda que o plano ainda é para apenas esta safra, mas o governo pretende que os próximos tenham médio ou longo alcance. "Esperamos que o próximo plano possa já ser um plano que abranja um período maior, ou seja, sair da anualidade", disse. O ministro concordou com quem critica o governo brasileiro por não fazer como outros países que tem planos por 5 anos.   O ministro acrescentou, porém, que o plano pelo presidente da República também tem uma série de medidas que visam sair da anualidade como a reestruturação das dívidas, o fundo de catástrofe, o aumento em mais de R$ 1 bilhão para pesquisa e as melhorias na infra-estrutura e logística agrícola.   Stephanes disse ainda que até o final do ano haverá um novo plano em relação a adubos e fertilizantes. Segundo ele, este novo plano tem como objetivo "ver se no prazo de 5 a 10 anos o Brasil consegue uma autonomia maior já que hoje estamos altamente dependentes da importação de insumos básicos".

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