Stephanes recebe homenagem e evita defender sucessor

Prestes a deixar a pasta da Agricultura para disputar novo mandato como deputado federal, o ministro Reinhold Stephanes (PMDB-PR) discutirá três temas em sua última reunião de trabalho com o presidente Lula, no final da tarde de segunda-feira: a apresentação do programa nacional de fertilizantes, definido em conjunto com o Ministério de Minas e Energia; o encaminhamento de proposta que altera cinco pontos do Código Florestal; e a sucessão no ministério, questão em que Stephanes opta por não afirmar publicamente apoio ao secretário-executivo Gerardo Fontelles (nome tido como de sua preferência) ou ao presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi.

LUÍS EDUARDO LEAL, Agencia Estado

26 de março de 2010 | 19h49

"São dois nomes que já fazem parte da equipe de governo. Qualquer um dos dois dará prosseguimento ao trabalho", disse Stephanes no final da tarde de hoje, logo após ser homenageado pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) com o título de "sócio honorário". O ministro fez um balanço de sua gestão, destacando a contribuição da estrutura do Ministério da Agricultura para que ele pudesse atingir suas metas no cargo. "Houve questões que conseguimos definir e outras que foram ao menos encaminhadas", disse o ministro.

"O Ministério da Agricultura precisa participar mais e em igualdade de condições nas decisões de governo, mesmo contrariando posições de outras áreas. E o presidente Lula tem essa compreensão, de que o ministro representa o setor agrícola", disse Stephanes, citando em seguida áreas como as de direitos humanos e do meio ambiente em que houve diferenças de posição com outros setores do governo.

"A agricultura é um setor forte e importante para o País, mas não tem a devida visibilidade diante da sociedade. Tem muita gente que pensa que o frango nasce no supermercado. A agricultura precisa mostrar um pouco mais ao setor urbano o que faz", disse o ministro, acrescentando que a palavra "agronegócio" em determinados círculos assume a feição de "palavrão". "Não é um preconceito explícito, mas parte do inconsciente coletivo urbano sobre a área rural. A agricultura precisa se mostrar mais, se tornar mais conhecida."

O ministro defende também que as entidades representativas do setor se articulem melhor na defesa de seus interesses e assumam publicamente uma agenda comum.

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