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Stephanes recusa sugestão de não apresentar lista à UE

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estima que o Brasil perde cerca de R$ 5 milhões por dia com o embargo da União Européia (UE) à carne bovina brasileira. Em audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, o ministro recusou hoje a sugestão de parlamentares, que pediram a ele que não apresentasse a lista de fazendas aptas à exportar carne para o bloco europeu. "Não temos condições de retirar a lista neste momento", afirmou o ministro, ao encerrar a sua participação na audiência no Senado.O ministro disse que vai comunicar ao embaixador da UE no Brasil, e também ao embaixador do Brasil na UE, o sentimento que paira entre os produtores, os quais começam a exigir do governo uma posição mais dura com relação ao embargo europeu. Essa postura foi defendida hoje por vários parlamentares durante a audiência pública. O deputado Homero Pereira (PR-MT) foi contundente: "Não queremos que o Brasil se curve às exigências da UE". "O Brasil tem de deixar claro que não concorda com a segregação. Se a questão não é técnica, e sim comercial, precisamos fazer retaliações", afirmou o deputado.Stephanes observou que para atender a demanda do mercado europeu pela carne bovina seria necessário cadastrar não menos do que 3 mil a 5 mil fazendas (a lista deve conter aproximadamente 600 fazendas). O ministro sinalizou que, numa segunda etapa de negociação com a UE, o objetivo será revisar as normas de rastreabilidade do gado brasileiro. Ele também informou que há temor de que a decisão da UE influencie outros compradores internacionais. "Poderá haver uma reação em cadeia para outros mercados. Isso nos preocupa", disse Stephanes.RússiaO ministro comentou, ainda, a decisão da Rússia de suspender as importações de carne bovina de Mato Grosso, por causa da constatação de focos de estomatite registrados em rebanhos do Estado. Segundo o ministro, a relação comercial com a Rússia é uma das melhores possíveis e o problema pode ser revisto no curto prazo. A estomatite é um vírus que pode ser eliminado em pouco tempo e para exterminá-lo é preciso manter os animais em quarentena.Depois do fim da audiência pública, o ministro evitou comentar uma declaração sua durante o debate com os parlamentes. Ele havia dito que o Brasil vendeu animais não rastreados para a UE. "Eu prefiro não ter fogo amigo", disse ele ao ser questionado pela imprensa a dar mais detalhes sobre a declaração. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) considerou a informação do ministro como "gravíssima".

FABÍOLA SALVADOR, Agencia Estado

13 de fevereiro de 2008 | 15h36

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