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STF nega liberdade para suíço preso em operação da PF

O suíço Luc Marc Depensaz, preso em 6 de novembro na Operação Kaspar 2, teve o pedido de habeas-corpus negado em todas as instâncias da Justiça. Gerente de contas do banco suíço UBS, Depensaz é acusado pela Polícia Federal de vir ao Brasil para captar empresários brasileiros e indicar doleiros para enviar dinheiro em contas numeradas do UBS em seu país, burlando o controle e a tributação do Banco Central - esquema que teria causado prejuízo de R$ 1 bilhão ao erário.Um dos pilares utilizados pela defesa de Depensaz foi o de que ele seria vítima de "constrangimento ilegal? e de ?xenofobia? no Brasil. O advogado Eduardo Carnelós, autor do pedido, alega que a divulgação na mídia de que Depensaz teria dito aos policiais que o algemaram que "quem tem dinheiro não fica preso nesse país? estigmatizou seu cliente e teria motivado a manutenção de sua prisão. A direção da Polícia Federal em São Paulo informou no dia seguinte à operação que incluiu no inquérito a frase. Carnelós alega no pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a frase não foi dita e que ?a mentira logrou êxito em seu objetivo de indispor o paciente com as autoridades constituídas e com a opinião pública, de nada tendo valido Luc esclarecer, ao ser interrogado, que não pronunciara aquelas palavras.? O primeiro pedido de habeas-corpus foi indeferido pelo juiz substituto da 6ª Vara Criminal Federal, Márcio Rached Milanni, que estava de plantão no fim de semana dos dias 17 e 18 de novembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

30 de novembro de 2007 | 07h44

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