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STJ determina libertação imediata de dona da Daslu

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes determinou hoje a libertação imediata da empresária Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu. Ela foi presa ontem em São Paulo, após a juíza da 2ª Vara Criminal de Guarulhos, na Grande capital paulista, condená-la a um total de 94 anos de prisão. A prisão está relacionada à Operação Narciso da Polícia Federal (PF), que investiga crime de sonegação fiscal e descaminho, realizada em 2005.

FELIPE RECONDO, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 17h51

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004 com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada de Miami (Estados Unidos) para uma importadora no Brasil.

Ontem, a defesa da empresária expôs os problemas de saúde enfrentados por ela. De acordo com a advogada Joyce Roysen, Tranchesi sofre de câncer de pulmão e recentemente foi diagnosticada metástase da doença, nos pulmões e nos ossos. Um relatório médico assinado pelo Doutor Sérgio Daniel Simon, oncologista do Hospital Albert Einstein e responsável pelo tratamento da empresária, afirma que o estado de saúde da acusada é delicado e que ela se submete atualmente a tratamento de quimioterapia e radioterapia.

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