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Stora Enso alerta para tri, adia expansão da Veracel com ARACRUZ

Os resultados do primeiro trimestre da fabricante norueguesa de papel Stora Enso serão mais fracos que os números do período anterior por causa da demanda fraca, informou a companhia nesta quarta-feira.

BRETT YOUNG, REUTERS

18 de março de 2009 | 10h22

A empresa também anunciou cortes de 20 por cento nos investimentos para melhorar suas finanças e informou que, junto com a sócia brasileira Aracruz, irá adiar a expansão da Veracel.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Aracruz confirmou a notícia, dizendo que os planos de expansão da Veracel serão adiados "por pelo menos um ano".

"Dessa forma, serão cancelados os investimentos programados para 2009 em compra de terras, formação de florestas e estudo de viabilidade, sendo a parte que cabia a Aracruz orçada em 75 milhões de reais", acrescentou a Aracruz, justificando a medida como "uma ação prudente à luz do atual cenário de mercado".

A Stora Enso divide no Brasil a fábrica de celulose Veracel com a Aracruz.

O alerta da norueguesa é o mais recente de uma série de comentários negativos da indústria de produtos florestais e ressalta expectativas de um duro ano adiante.

A indústria tenta há seis anos deixar uma crise provocada por excesso de capacidade e preços fracos e a crise econômica internacional reduz as perspectivas para 2009 enquanto a demanda por produtos básicos, incluindo papel, cai mais.

A Stora Enso informou que o resultado operacional de janeiro a março, excluindo itens não recorrentes, vai ser claramente inferior aos 28,4 milhões de euros (36,9 milhões de dólares) obtidos no trimestre anterior.

A empresa, que evitou dizer se isso significará prejuízo, culpou a queda no movimento de consumo de estoques de clientes e à fraca demanda, especialmente por produtos de madeira e papéis finos.

O analista Timo Jaakkola, da Ohman, afirmou que a "demanda caiu em novembro e dezembro e não retornou. O primeiro trimestre tem que ser realmente ruim."

A Stora previu cortes de 20 por cento na capacidade de produção de papel e papelão no primeiro trimestre.

Apesar da queda na demanda, a Stora Enso informou que conseguiu impor aumentos de preços em papéis jornal e revista, papelão e papéis revestidos.

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