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Strauss-Kahn renuncia e Lagarde lidera corrida por FMI

A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, emergiu nesta quinta-feira com destaque na corrida para suceder Dominique Strauss-Kahn no Fundo Monetário Internacional (FMI), após a renúncia dele diante de acusações de crime sexual.

LESLEY WROUGHTON E PAUL TAYLOR, REUTERS

19 de maio de 2011 | 17h44

A carta de renúncia de Strauss-Kahn lançou uma guerra política pela liderança do organismo global de empréstimos. Sua prisão no final de semana acabou com a perspectiva de concorrer à presidência da França em 2012 e detonou um debate sobre a tradição de 65 anos de ter um europeu à frente do FMI.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, pediu um processo aberto para selecionar o sucessor de Strauss-Kahn, embora fontes em Washington tenham afirmado que os Estados Unidos, principal contribuinte do Fundo, irão apoiar um europeu para o cargo.

"Queremos ver um processo aberto que leve a uma rápida sucessão", disse.

O apoio dos EUA para encontrar rapidamente um novo diretor-gerente também pode favorecer um europeu porque seria difícil para os países emergentes chegarem a um acordo sobre um candidato rival.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que 32 de 56 economistas acham que Lagarde é a mais provável a suceder Strauss-Kahn, e diplomatas na Europa e em Washington disseram que ela tem apoio de França, Alemanha e da Grã-Bretanha --as três maiores economias da Europa.

Eles também disseram que há uma expectativa de que os EUA apoiem Lagarde, até porque querem manter o posto de número 2 no FMI e a liderança do Banco Mundial.

O Canadá, membro do G8, espera que um europeu fique com o posto, segundo uma fonte do governo.

Em alertas velados contra outra dobradinha EUA-Europa, a China e o Japão pediram um processo aberto e transparente para escolher o sucessor por mérito.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil está trabalhando para que os emergentes tenham mais participação na escolha do novo chefe do

FMI.

"Estamos discutindo procedimentos e critérios para que os emergentes participem ativamente", disse ao chegar ao Ministério. Mantega negou que esteja discutindo nomes para a substituição de Strauss-Kahn.

Na véspera, antes da saída de Strauss-Kahn, Mantega já havia defendido em carta ao G20 que as discussões sobre a sucessão no FMI contemplassem o novo status dos países emergentes nas questões mundiais. Segundo ele, a escolha não deve ter a nacionalidade como parâmetro.

A carta de renúncia de Strauss-Kahn, divulgada pelo FMI e com data de 18 de maio, contém seus primeiros comentários sobre as acusações de tentativa de estupro, atos sexuais ilegais e cárcere privado de uma mulher de 32 anos em um hotel de luxo em Manhattan.

"Eu nego, com a maior firmeza possível, todas as acusações feitas contra mim", disse ele na carta. "Eu quero devotar toda minha força, todo meu tempo e toda minha energia para provar minha inocência."

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