Strauss-Kahn se diz surpreso por crise não ter derrubado dólar

Segundo ele, fato de a crise ter se iniciado nos EUA poderia gerar uma fuga da moeda, derrubando a cotação

Marcílio Souza, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 14h36

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse nesta segunda-feira, 26, que está surpreso com o fato de que a crise financeira global não tenha derrubado o valor do dólar. Veja também:FMI prevê que PIB global pode crescer só 1% Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Tendo em vista que os Estados Unidos enfrentam um pesado déficit em transações correntes e que a crise começou lá, alguém poderia esperar que haveria "uma fuga dos EUA, e que finalmente o valor do dólar cairia", disse Strauss-Kahn em painel de discussões na Universidade de Georgetown.  Ele também afirmou que, embora o estímulo seja um componente importante da recuperação econômica, a principal prioridade é restaurar o sistema financeiro global. "Se a confiança não retornar, você pode injetar quanto dinheiro quiser na economia que ela não irá se recuperar", disse ele.Embora tivesse sido questionado especificamente sobre a economia norte-americana, Strauss-Kahn disse que é necessário um esforço coordenado para estimular a economia global e desalavancar o sistema bancário.  "Há discussões e alguma coordenação, mas muito pouca", disse ele, acrescentando que o progresso tem sido lento desde que os líderes do G-20 prometeram melhorar a coordenação em novembro.  À pergunta se a estatização dos bancos seria a resposta, Strauss-Kahn disse que, antes de chegar a esse ponto, há muitas opções que podem ser consideradas.

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