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Subsídio à Bombardier está dentro das regras

O conselheiro comercial do Canadá no Brasil, David Weiner, afirmou hoje que seu país não vê qualquer problema no fato de o Brasil questionar os subsídios federais à Bombardier. Ele disse que o governo canadense está certo de estar agindo dentro das regras da Organização Mundial de Comércio (OMC). "Ottawa alega que o subsídio à Bombardier está dentro tanto das normas da OMC quanto da OCED", disse. De acordo com a interpretação canadense, o subsídio a uma empresa é permitido quando o concorrente continua a utilizar o mecanismo já julgado ilegal. No caso das fabricantes de jatos regionais Embraer e Bombardier, centro do contenciosos entre os dois países, a OMC condenou os subsídios do Brasil à Embraer e autorizou Ottawa a retaliar em US$ 1,4 bi o País. "Mas se a OMC achar que não estamos certos no subsídio à Bombardier, vamos mudar", admitiu Winer. O Canadá faz parte da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCED). O Brasil não participa do grupo. Weiner destacou, ainda, que o Brasil já havia questionado na OMC todos os programas canadenses, mas nada foi encontrado. Segundo o conselheiro, a última ação do Canadá na OMC tem como objetivo tirar dúvidas sobre se as mudanças feitas ao Proex (Programa de Financiamento às Exportações) estão de acordo com as recomendações da Organziação. "Se a OMC achar que o Brasil acatou as recomendações, acabou a briga. Caso contrário, o Brasil terá de adaptar o programa", disse.O conselheiro comercial afirmou ainda que existe o risco de o contencioso se tornar uma guerra comercial, mas acredita que o fato de a disputa voltar à OMC pode levar à retomada do diálogo bilateral. "Vamos fazer de tudo para que essa disputa não contamine as relações com o Brasil. O Brasil é nosso maior parceiro comercial na América Latina, e não queremos degradar nossa relação", afirmou. De acordo com Weiner, o Canadá tem litígio com boa parte de seus parceiros comerciais, mas essa é a primeira vez na história em que a disputa ganha contornos de uma guerra comercial.Retaliações - François Lasalle, porta-voz do Ministério de Assuntos Estrangeiros e Comércio Internacional do Canadá, afirmou que não foi definida, publicamente, nenhuma data para a implementação das retaliações canadenses, aprovadas pela OMC, contra o Brasil. Destacou, entreanto, que o anúncio das sanções saíra ?em breve?.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2001 | 16h02

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