Subsídios agrícolas perpetuam a pobreza, diz Köhler

O diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, afirmou que será impossível para os países mais pobres do mundo emergirem da pobreza enquanto os governos dos países mais ricos continuarem a subsidiar suas exportações de produtos agrícolas. Em evento no Conselho de Relações Exteriores, em Washington, Köhler citou como exemplos os produtores de algodão na África e os de cana do Caribe. "Se não houver uma mudança substancial nos países industriais, eu não vejo como aqueles países poderão sair da pobreza por meio do crescimento", acrescentou, observando que os subsídios dados pelos governos dos países ricos ao setor agrícola em seus próprios países estão na casa dos US$ 300 bilhões por ano, enquanto que a assistência ao desenvolvimento das nações mais pobres não passa da US$ 50 bilhões. Para Köhler, os países ricos precisam preocupar-se mais com as desigualdades de renda em todo o mundo, ou sofrerão conseqüências negativas como o crescimento da imigração, das doenças e da violência.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.