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Sucesso do novo Kicks é fundamental para manter fábrica no Brasil, afirma Nissan

SUV de pequeno porte da marca ganha novo design e itens tecnológicos, mas será vendido pelo mesmo preço da versão anterior para encarar concorrentes como Volkswagen T-Cross e Jeep Renegade

Cleide Silva, São Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 19h44

Modelo inicialmente desenvolvido para o mercado brasileiro em 2016, mas hoje produzido também nos EUA, Japão, China e México, o novo Nissan Kicks chega às lojas em março para disputar um mercado que cresce seguidamente, o de utilitários esportivos (SUVs) de pequeno porte.

“O sucesso do modelo é fundamental para manter nossa fábrica no Brasil”, afirma Tiago Castro, diretor sênior de Vendas e Marketing da Nissan do Brasil. O Kicks é o carro mais vendido da marca em duas décadas de Brasil. Dos 900 mil veículos comercializados localmente, um terço é do SUV compacto.

A primeira versão começou a ser produzida em Resende (RJ) em 2016, dois anos após a inauguração da fábrica, e representa hoje 70% da produção local, que tem o Versa antigo. A picape Frontier vem da Argentina.

A Nissan também conta com o SUV para ganhar participação no mercado, que ficou em 3,1% no ano passado, o que a coloca como décima no ranking das marcas mais vendidas no País, com 61 mil unidades.  Castro diz que o grupo está atento a oportunidades de atuar em outros nichos na categoria de SUVs. 

Com concorrentes como Volkswagen T-Cross, Jeep Renegade e Hyundai Creta – além de novidades previstas como um SUV pequeno da Fiat –, o novo Kicks tem mudanças de design e novas tecnologias e, justamente para enfrentar seus competidores, mantém seu preço inalterado, entre R$ 90,4 mil na versão de entrada e R$ 116,4 mil na mais equipada.

Mesmo com atrasos no recebimento de componentes, em especial de semicondutores – problema que a indústria automobilística mundial enfrenta no momento – a Nissan conseguiu produzir pelo menos 7 mil unidades para o lançamento. Ele chega às lojas em meados de março, mas nesta noite haverá uma pré-venda de 300 unidades com descontos e brindes especiais.

O presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, afirma que, além de chips, a indústria como um todo enfrenta dificuldades no fornecimento de aço, mas, até o momento, a empresa conseguiu manter a fábrica operando em sua capacidade máxima em um turno de trabalho.

Silva ressalta que o setor industrial enfrenta também problemas na logística, como falta de aviões para transporte de cargas e mudanças em rotas de navios. "Tudo isso coloca pressão em nossos custos e isso é transferido para os preços."

Fábrica recebeu R$ 100 milhões

Segundo o presidente da Nissan, foram investidos R$ 100 milhões para adaptações na fábrica e no desenvolvimento do novo modelo, feito em conjunto entre a engenharia brasileira e a matriz japonesa, assim como ocorreu no lançamento da primeira versão. 

Entre as novidades no modelo, além do design, Castro cita itens tecnológicos como sistema de visão 360º que permite visualizar todo o redor do carro, incluindo aproximação de objetos e pessoas. Tem ainda, entre outros itens, freio automático, identificação de ponto cego e sistema de multimídia de fácil uso e tela de 8 polegadas e sistema de som Bose com oito alto falantes, dois deles no encosto de cabeça do banco do motorista – equipamento mais comum em carros de luxo.

400 drones sobrevoam São Paulo

A Nissan inovou na forma de lançamento, principalmente de forma virtual, 400 drones de alta tecnologia vão fazer um show de 10 minutos sobre o Jockey Club de São Paulo, voando a 120 metros de altura. Eles foram trazidos da França para inédita apresentação na América Latina, e vão formar diferentes figuras de 70 a 80 metros de comprimento sincronizadas com luzes e música.

 

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