Sucessor da vuvuzela, caxirola de Carlinhos Brown vai custar R$ 29,90

Fabricado com plástico verde da Braskem pela multinacional Marketing Store, instrumento começa a ser distribuído neste domingo

Tiago Décimo, correspondente,

26 de abril de 2013 | 21h30

SALVADOR - Instrumento inspirado nas vuvuzelas que atormentaram jogadores, torcedores e telespectadores durante a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, a caxirola, inventada pelo músico baiano Carlinhos Brown, faz sua estreia oficial neste domingo (28), no segundo clássico Bahia e Vitória que a Itaipava Arena Fonte Nova recebe desde que foi inaugurada, no início do mês.

As caxirolas, que lembram o caxixi - espécie de chocalho feito de palha e sementes tocado junto com o berimbau -, estão sendo fabricadas e distribuídas sob responsabilidade da multinacional The Marketing Store e foram chanceladas pelo Ministério dos Esportes e pela Fifa como instrumento oficial das Copas das Confederações e do Mundo. A produção é feita em plástico verde, feito a base de cana-de-açúcar, fabricado pela Braskem.

As empresas envolvidas não revelam quanto pretendem faturar com o instrumento e nem quanto vão pagar de royalties para o músico Carlinhos Brown. Ele também evita falar em dinheiro, mas promete fazer barulho com as caxirolas.

Após o lançamento oficial, no domingo, o instrumento começará a ser vendido em estádios, lojas de artigos esportivos e grandes redes varejistas. O preço sugerido é de R$ 29,90.Serão distribuídas 50 mil caxirolas nas entradas do estádio, para que haja, no jogo, o que Brown chamou de "primeira ola sonorizada do mundo".

A 'ola', o movimento dos torcedores no estádio que, observado a distância, lembra uma onda humana, também se tornou conhecida em uma Copa do Mundo, a do México, em 1986.

Para tanto, haverá uma espécie de aula que o próprio Brown, acompanhado de 300 percussionistas, dará aos torcedores antes do início da partida. Os músicos também serão responsáveis pela execução do hino nacional antes do jogo.

Leves, para evitar atos de vandalismo e uso como arma em brigas de torcidas, são feitas de plástico colorido imitando a textura de palha.

Cabem na palma da mão e têm aros nas laterais, para o encaixe dos dedos. O som, bastante tímido na comparação com o das vuvuzelas, vem de pequenos pedaços de polímero, que batem nas paredes internas do instrumento, dando o efeito de chocalho.

 

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