Suez espera participar de projetos no Brasil após Jirau

A Suez possui uma participação de 50,1% no projeto e quer ampliar negócios no Brasil

REUTERS

20 de maio de 2008 | 15h10

A Suez espera participar de diversosprojetos de larga escala no Brasil após um consórcio lideradopelo grupo francês ter obtido a concessão para a construção dausina hidrelétrica de Jirau, num valor estimado em 5 bilhões dedólares. Prestes a concluir a fusão com a fornecedora estatal de gásfrancesa Gaz de France nas próximas semanas, a Suez afirmou queo acordo brasileiro seria lucrativo, apesar de ter concordadoem comercializar dois terços da energia produzida pela usina apreços 45 por cento menores do que a média do mercado. "Na Europa, tudo que poderia ser construído foi construído,enquanto o Brasil utiliza apenas um terço do potencialhidrelétrico, então existem múltiplos grandes projetos nofuturo", afirmou Dirk Beeuwsaert, diretor da divisão de EnergiaInternacional da Suez durante uma teleconferência. O crescimento econômico do Brasil resultou na necessidadede um aumento anual de 4.500 megawatts (MW) na geração deenergia do país, acrescentou. A concessão para construir, operar e comercializar os 3.300MW --uma oferta firme de 1.905 MW médios-- do projeto de Jirau,no rio Madeira, foi garantido para o consórcio liderado pelaSuez na segunda-feira. A Suez possui uma participação de 50,1 por cento noprojeto, que consumirá um investimento de 3,3 bilhões de euros(5,14 bilhões de dólares) e iniciará a produção em 2012. O grupo venceu um consórcio que incluía um fundo deinvestimentos composto pelo banco espanhol Santander e o bancoportuguês Banif . Cerca de 70 por cento da eletricidade que será produzida nausina de Jirau foi pré-comercializada para distribuidoraslocais de energia por 71,40 reais (43,27 dólares) por MW,segundo Beeuwsaert, o que representa um faturamento garantidode 9,6 bilhões de euros para o consórcio durante 30 anos apartir de 2013. O preço será significativamente menor do que os 130 reaispor MW pelo qual os parceiros de consórcio da Suez venderão os30 por cento restantes de energia ao mercado. Beeuwsaert, no entanto, insistiu que o projeto possuíacondições para garantir a lucratividade. "Como em todos os nossos outros projetos, temos regrasmuito rígidas sobre a lucratividade. Posso dizer que os outrosprojetos, assim como este, são amplamente superiores aocritério que estabelecemos em termos de lucratividade",acrescentou. Além da Suez, o consórcio vencedor era integrado por duassubsidiárias da Eletrobrás, a Chesf e a Eletrosul, e peloconglomerado do setor de construções Camargo Correa. (Por Benjamin Mallet e Marie Maitre)

Tudo o que sabemos sobre:
SUEZINVESTIMENTOSJIRAU

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.