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Suez quer parceria com subsidiária do grupo Eletrobrás

O grupo Suez/Tractebel está "namorando", mas ainda "não pediu em casamento" nenhuma das subsidiárias do grupo Eletrobrás para participar da licitação das usinas do rio Madeira, em Rondônia. "Estamos aguardando as definições do governo, mas a nossa intenção é ter parceria com alguma empresa do grupo Eletrobrás", disse o presidente do grupo, Maurício Bähr, logo após apresentação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, na Câmara de Comércio França-Brasil.Além do grupo Eletrobrás, o grupo Suez está mantendo contatos com investidores institucionais para participar do projeto. A intenção do grupo é listar a nova empresa no Novo Mercado, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), casa seja vitorioso na licitação. "Achamos que os ativos de infra-estrutura, com receitas previsíveis, ficam mais atrativos em momentos de instabilidade no mercado financeiro. Por isso, acreditamos que muitos investidores institucionais terão interesse em participar do projeto", argumentou.Bähr prevê que o grupo Suez deverá ter entre 30% e 40% do projeto, com o grupo Eletrobrás tendo participação semelhante. O restante seria colocado no mercado de capitais ou para outros sócios. O Suez, porém, não está prevendo convidar construtoras ou fabricantes de equipamentos para integrar o consórcio. "Queremos evitar possíveis conflitos de interesse no consórcio", explicou.DificuldadeO executivo admitiu que talvez o consórcio liderado pelo Suez tenha problemas para contratar equipamentos no Brasil, devido ao acordo fechado entre Furnas e a Construtora Odebrecht, envolvendo também três grupos nacionais fabricantes de equipamentos de grande porte. "Se não conseguirmos contratar no Brasil, vamos ter de encomendar junto a fornecedores russos ou chineses", observou. Para a fase de construção, Bähr não vê dificuldades. "Podemos contratar a própria Odebrecht, caso saiamos vitoriosos, porque não?", indagou.

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