Suíça aumenta fiscalização contra lavagem de dinheiro

Está em vigor desde a quarta-feira na Suíça a nova lei de combate à lavagem de dinheiro que não permite que clientes façam as movimentações bancárias por meio de contas identificadas apenas por códigos ou números. De agora em diante, os clientes terão que ser identificados pelos nomes cada vez que queiram fazer uma transferência internacional de capital. As contas anônimas existiam a mais de um século na Suíça. Certa privacidade, porém, será preservada e, em algumas condições, as transferências poderão ser feitas levando apenas o número da conta. Nesses casos, o banco terá que contar com o nome e informações completas do autor da transferência.A origem da lei vem das recomendações da Força Tarefa de Ação Financeira que estabeleceu regras para o combate à lavagem de dinheiro. Preocupada com o financiamento de redes de terroristas, a instituição adotou normas exigindo que países forcem os bancos a ter informações completas sobre as transferências de recursos. "Hoje, a justiça pode ter amplo acesso às contas e os bancos são obrigados a colaborar com as investigações", disse um assessor jurídico do Departamento de Justiça da Suíça.Segundo o banco suíco UBS, foi com base nesse princípio que ele decidiu colaborar com a justiça e entregau as informações sobre as movimentações bancárias do ex-prefeito e candidato à prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf.

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