Sul-coreanos protestam contra presidente e carne dos EUA

A polícia da Coréia do Sul afirmou quecerca de 35.000 pessoas juntaram-se na capital Seul nestesábado para protestar novamente contra as políticas do novopresidente, especialmente pelo seu acordo de importação decarne dos Estados Unidos. Semanas de protestos, que certas vezes foram violentos, têmabalado o governo do presidente recém-empossado Lee Myung-bak. Enquanto pesquisas mostram que a maioria dos sul-coreanos écontra um acordo, Lee abriu o mercado para a carnenorte-americana há dois meses. Dois terços dos entrevistadostambém dizem que é hora de parar com as manifestações, quelevaram a violentos confrontos de rua no país. Organizadores do protestos, que incluem grupos civis,líderes religiosos e um sindicato trabalhista, dizem queesperam que centenas de milhares de pessoas participem dasmanifestações deste sábado. Não houve grandes incidentes deviolência nas primeiras horas dos protestos. As manifestações tiveram início no começo de maio, porpessoas preocupadas com a possibilidade de a carne dos EstadosUnidos conter o "mal da vaca louca". Depois, entretanto, osprotestos se transformaram em um fórum onde uma grandevariedade de pessoas se juntou para criticar Lee, que venceu aseleições de dezembro com uma maioria esmagadora de votos. Lee tem visto sua taxa de aprovação despencar e analistasdizem que ele não pode implementar reformas, como aprivatização de empresas estatais e novos sistemas de pensão,sem ter o apoio popular. Os protestos da semana passada deixaram centenas demanifestantes e policiais feridos, fazendo com que líderesreligiosos participassem dos eventos na esperança de amenizaros ânimos. Enviados dos EUA e sul-coreanos refizeram as negociaçõessobre a exportação de carnes em junho, com um acordo do setorprivado que limita a venda de gado com idade inferior a 30meses, para trazer um menor risco de a carne conter o mal davaca louca. O acordo proíbe também o embarque de partes do boicom risco de infecção pela doença. Líderes norte-americanos e sul-coreanos dizem que não háevidência científica que comprove que a carne dos EUA exportadapara a Coréia do Sul apresente algum tipo de risco relacionadoao mal da vaca louca. (Reportagem adicional de Angela Moon)

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