FELIPE RAU/ESTADÃO
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Summit: Abrainc defende reforma da Previdência e compara gasto com déficit habitacional

Presidente da Associação, Luiz Antônio França, afirmou que o dinheiro gasto com a Previdência no ano passado zeraria, em oito meses, o déficit habitacional brasileiro

Aline Bronzati, Fabiana Holtz e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 10h36

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, afirmou que os recursos destinados à Previdência Social no ano passado, de R$ 279 bilhões, poderiam zerar o déficit habitacional brasileiro em oito meses. 

Durante Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo,  em parceria com o Secovi-SP, na manhã desta terça-feira, 16, em São Paulo, França comparou ainda a Previdência com outros segmentos, ressaltando os benefícios que esse investimento traria para as áreas da educação e saúde.

"A reforma da Previdência tem de ser feita. É importante e foi necessária em outros países do mundo. No Brasil, essa questão tem de ser enfrentada. A reforma deve sair com economia de R$ 1 trilhão", disse ele, durante evento do setor imobiliário.

Segundo França, a atual situação da Previdência não se resume em um "problema", mas reflete um fato que aconteceu em outros países. "Felizmente, as pessoas estão vivendo mais, o que é muito bom para o País. Temos de pagar por mais tempo porque a Previdência vai contribuir mais tempo para as pessoas", destacou ele.

Burocracias

O presidente da Abrainc se queixou ainda do elevado montante gasto com burocracias no setor imobiliário, o que afeta diretamente os consumidores brasileiros. De acordo com ele, o segmento desembolsa cerca de R$ 8 bilhões por ano com burocracia e essa cifra precisa ser reduzida.

Por fim, França defendeu melhorias na lei de zoneamento. Ele criticou o movimento de alguns empreendedores que têm deixado a cidade de São Paulo e priorizando cidades periféricas. "São Paulo não merece isso. São Paulo merece investimento da nossa parte, que gere empregos e tributos", concluiu o presidente da Abrainc.

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