Tiago Queiroz/Estadão
Cidade de São Paulo vista do Terraço Itália, no centro. Tiago Queiroz/Estadão

Summit Imobiliário debate retomada do segmento

Evento em SP pretende mostrar caminhos para a recuperação do setor no País; especialistas e representantes do segmento participam

Daniel Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 05h00

O Estadão organiza nesta terça-feira, 16, em parceria com o Secovi-SP, evento para debater o mercado imobiliário nacional. O Summit Imobiliário, que ocorre em São Paulo, vai contar com a presença de especialistas e representantes do segmento com o objetivo de entender como se dá atualmente o gradual reaquecimento do setor. 

Um conjunto de indicadores econômicos aponta para essa recuperação. O índice de confiança dos empresários voltou ao nível de janeiro de 2018. A demanda por crédito, o saldo de empregos no setor, a baixa de juros e a redução da inadimplência também apontam para um caminho mais favorável pela frente. Além disso, apesar de marcada por incertezas e instabilidades, a economia cresceu 1,1% no ano passado e, para este ano, projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve aumentar cerca de 2%. 

Debates

O Summit Imobiliário discutirá o setor em seis painéis diferentes. O primeiro vai contar como a política econômica pode estimular o setor imobiliário e como as empresas do segmento, dessa maneira, podem também ajudar o desenvolvimento do País. Outro painel discutirá sobre o momento atual do mercado na visão de investidores nacionais e internacionais. O evento trata, ainda, de modificações na atual lei de zoneamento, sobre a insegurança jurídica que aflige o segmento e discute, ainda, a inovação como caminho para o crescimento. 

Haverá ainda um último painel para mostrar como três grandes empresas do segmento – Vitacon, Cyrela e Pacaembu Construtora – lidaram com a crise econômica  e como enxergam o futuro da construção civil. O Summit contará com a participação especial de Seth Weintrob, head global de mercado imobiliário do Morgan Stanley.

Acompanhe a cobertura especial do evento na próxima quarta-feira, 17, no Estadão. No dia 25 de abril, um caderno especial contará em detalhes tudo que ocorreu no Summit. Mais informações podem ser obtidas no site do evento.

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Summit Imobiliário: Secovi-SP prevê crescimento de 5% a 10% nas vendas de imóveis em 2019

Presidente da entidade, Basílio Jafet reitera que para a meta ser concretizada é preciso aprovar a reforma da Previdência, além de alterar pontos na Lei do Zoneamento da cidade de São Paulo

Fabiana Holtz, Aline Bronzati e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 10h20

O presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Basílio Jafet, reafirmou na manhã desta terça-feira, 16, a estimativa de vendas da entidade para este ano, que indica crescimento entre 5% e 10% ante 2018. 

Para a concretização dessa meta, acrescentou ele, é preciso aprovar a reforma da Previdência e uma alteração da Lei do Zoneamento na capital paulista. O executivo participa do Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, em parceria com o Secovi-SP.

O desenho da reforma da Previdência aprovada pelo Congresso, defendeu o executivo, vai marcar o destino do País. "A reforma não pode ser medíocre e não deve servir apenas para dizer que fizemos a lição de casa. É vital a participação cada um de nós para a reforma da Previdência ser aprovada como tem de ser, sem retirada, sem derrota", afirmou.

Jafet também destacou a necessidade de uma "calibragem" da Lei de Zoneamento. Para ele, uma série de equívocos ocorreram no debate sobre o tema. "Essa calibragem tem de ser adequada", afirmou.

Ele lembrou que a recuperação em 2017 foi tímida, gradual e segura. O ano passado, observou, foi um pouco melhor, e o sindicato registrou aumento de 26% nas vendas.

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Summit: Abrainc defende reforma da Previdência e compara gasto com déficit habitacional

Presidente da Associação, Luiz Antônio França, afirmou que o dinheiro gasto com a Previdência no ano passado zeraria, em oito meses, o déficit habitacional brasileiro

Aline Bronzati, Fabiana Holtz e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 10h36

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, afirmou que os recursos destinados à Previdência Social no ano passado, de R$ 279 bilhões, poderiam zerar o déficit habitacional brasileiro em oito meses. 

Durante Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo,  em parceria com o Secovi-SP, na manhã desta terça-feira, 16, em São Paulo, França comparou ainda a Previdência com outros segmentos, ressaltando os benefícios que esse investimento traria para as áreas da educação e saúde.

"A reforma da Previdência tem de ser feita. É importante e foi necessária em outros países do mundo. No Brasil, essa questão tem de ser enfrentada. A reforma deve sair com economia de R$ 1 trilhão", disse ele, durante evento do setor imobiliário.

Segundo França, a atual situação da Previdência não se resume em um "problema", mas reflete um fato que aconteceu em outros países. "Felizmente, as pessoas estão vivendo mais, o que é muito bom para o País. Temos de pagar por mais tempo porque a Previdência vai contribuir mais tempo para as pessoas", destacou ele.

Burocracias

O presidente da Abrainc se queixou ainda do elevado montante gasto com burocracias no setor imobiliário, o que afeta diretamente os consumidores brasileiros. De acordo com ele, o segmento desembolsa cerca de R$ 8 bilhões por ano com burocracia e essa cifra precisa ser reduzida.

Por fim, França defendeu melhorias na lei de zoneamento. Ele criticou o movimento de alguns empreendedores que têm deixado a cidade de São Paulo e priorizando cidades periféricas. "São Paulo não merece isso. São Paulo merece investimento da nossa parte, que gere empregos e tributos", concluiu o presidente da Abrainc.

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Summit/Necton: reforma da Previdência garante a sobrevivência desse governo

André Perfeito, economista-chefe da Necton, defendeu que a situação fiscal no Brasil no momento não é séria, "mas extremamente séria"; ele participa de painel no Summit Imobiliário que acontece nesta terça, 16

Fabiana Holtz e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 11h24

Na avaliação do economista-chefe da Necton, André Perfeito, o empresariado tem razão em manter o tom animado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas a realidade ainda não atendeu as expectativas. 

Perfeito participa nesta terça-feira, 16, do painel "Política econômica como alavanca da indústria imobiliária (e vice-versa)", no Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo.

"Essa reforma garante a sobrevivência desse governo e essa semana será muito importante para Paulo Guedes se posicionar", afirmou. Sobre o setor imobiliário neste momento no Brasil, Perfeito avalia que a grande questão é de onde virá o funding para financiar o mercado.

Segundo o economista-chefe, a situação fiscal no Brasil no momento não é séria, "mas extremamente séria" e defendeu que o País vive uma crise que vai além das questões políticas. "A ideia é que fazendo essa reforma se fará um fluxo de caixa bom e o juro cai. Só que o juro tem encontrado um problema que é a atividade econômica. O juro baixou e a atividade não tem crescido como esperado", observou.

Presente no mesmo debate, o diretor de produtos de crédito e recuperações do Santander, Gustavo Alejo Viviani, avaliou que a reforma pode fazer com que de fato a economia volte a andar. Segundo ele, a Previdência é apenas um dos desafios que se apresenta para o setor continuar crescendo.

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Summit: Especialistas defendem maior presença da tecnologia no mercado imobiliário

Economistas e especialistas estão reunidos, na manhã desta terça-feira, 16, em São Paulo, para discutir a retomada do segmento imobiliário

Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 11h35

A tecnologia precisa chegar com mais força ao mercado imobiliário, para facilitar investimentos e crédito ao consumidor, segundo especialistas do setor e economistas reunidos no Summit Imobiliário 2019, que acontece nesta terça-feira, 16, em São Paulo

Para o economista-chefe da Necton, André Perfeito, as empresas do setor precisam de uma inovação semelhante ao que ocorreu com o setor de transporte, com aplicativos como Uber e 99. “O mercado brasileiro é muito generoso e a equipe econômica do governo tem esse espírito de mexer na microeconomia e reduzir burocracias. O momento atual é preocupante para o mercado financeiro, mas o espaço para crescer existe.”

Para o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Luís Mahl, apesar do desafio de se financiar, o setor deve se reinventar. “No caso da Caixa, precisamos pensar em formas inteligentes de usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).”  Ele estima que o número de financiamentos do setor deve crescer este ano, impulsionado pela poupança.

O executivo do Santander Gustavo Alejo Viviani diz que o banco privado também viu a procura por financiamento aumentar no primeiro bimestre e está otimista com o segundo semestre. 

“Além das reformas importantes para destravar o investimento, como a da Previdência, o mercado deve apostar em tecnologia. “Uma área que poderia melhorar é a de cartórios. Pode ser mais barato, rápido e moderno. Hoje, o comprador tem muito trabalho para regularizar a compra.”

Paulo Humberg, da Key Cash, diz que o mercado pode buscar novas formas de crédito. “As empresas de tecnologia precisam se aproximar do setor. Se o banco não empresta, as fintechs podem entrar e financiar tanto as incorporações quanto o consumidor que busca crédito.”

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Summit/Caixa: funding para setor imobiliário é um desafio

Apesar de ser uma questão, o vice-presidente da Caixa afirmou no Summit Imobiliário Brasil 2019, que os fundamentos do setor de crédito imobiliário são sólidos

Aline Bronzati e Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 11h50

O vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Jair Luis Mahl, afirmou que o funding para o setor imobiliário é um desafio que tem de ser trabalhado, durante Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão em parceria com o Secovi-SP, nesta terça-feira, 16, em São Paulo.

"Operamos o Minha Casa Minha Vida. Temos mandado para isso como banco público, mas temos de verificar a questão do funding. Temos de ter muita atenção sobre como continuaremos a usar de forma inteligente o FGTS", enfatizou o executivo.

Apesar da questão do funding no setor imobiliário, o vice-presidente da Caixa disse que os fundamentos do setor de crédito imobiliário são sólidos e que 2019 será um ano de expansão como já sinalizam os números do segmento.

Imóveis retomados

Sobre o volume elevado de imóveis retomados nas mãos da Caixa, o vice-presidente do banco público disse que há uma "preocupação imensa" e que a instituição está atenta a isso. "Temos 64 mil imóveis retomados, que nos torna a maior imobiliária do planeta", comparou.

De acordo com Mahl, a Caixa conversa com entidades do setor e construtoras de médio e grande porte em busca de soluções em conjunto que possam desonerar o balanço do banco e retornar os imóveis retomados para as pessoas.

O diretor do Santander, Gustavo Viviani, disse que o banco também olha o assunto dos imóveis retomados com atenção. Sobre suas expectativas para 2019, afirmou que está otimista. "A produção e concessão de crédito estão muito fortes neste ano. Estamos no mercado fomentando a incorporação e o financiamento às pessoas físicas, mas dá para fazer muito mais", concluiu.

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Summit: Seth Weintrob diz que Brasil pode receber ‘expressivo’ investimento imobiliário

Executivo global de Real Estate do Morgan Stanley avalia ainda, que as mudanças de comportamento das novas gerações vai continuar impactando no futuro do setor

Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 12h10

Para o executivo global de Real Estate do Morgan Stanley, Seth Weintrob, o Brasil pode ser o próximo destino de um expressivo fluxo global de investimentos no mercado imobiliário. Ele é um dos palestrantes do Summit Imobiliário 2019, que acontece nesta terça-feira, 16, em São Paulo.

“Nos últimos anos, os investidores estavam reticentes quanto ao Brasil, esperando as reformas necessárias para o País voltar a crescer. As pessoas estão otimistas e querem investir. Foi assim na Índia, os investidores observaram as mudanças acontecerem antes de investir.”

Ele avalia, ainda, que as mudanças de comportamento das novas gerações vai continuar impactando no futuro do setor. 

“Há uma grande demanda por moradia, que faz as pessoas e empresas buscarem oportunidades de negócios imobiliários. As gerações Y e Z estão mais focadas em experiências do que em bens materiais e as empresas estão de olho nisso”, disse o executivo, ao mencionar que os serviços e espaços compartilhados devem se tornar mais presentes nos empreendimentos imobiliários.

Weintrob também diz acreditar que o capital estrangeiro pode ajudar na reestruturação do mercado imobiliário.

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Summit: Com reforço no SBPE, tendência natural da Caixa é recuperar liderança

No ano passado, a instituição perdeu o topo do ranking depois de anos nesta posição para o Bradesco, que somou R$ 15,1 bilhões

Aline Bronzati e Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 12h31

A Caixa Econômica Federal pode voltar à liderança nos desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança, o chamado SBPE, a partir do reforço da atuação do banco neste segmento em 2019. 

No ano passado, a instituição, que originou cerca de R$ 13,3 bilhões, perdeu o topo do ranking depois de anos nesta posição para o Bradesco, que somou R$ 15,1 bilhões.

Entre janeiro e fevereiro, o banco público, com R$ 2,490 bilhões em recursos no crédito imobiliário com funding da poupança, ainda segue atrás do concorrente privado, que acumula R$ 2,599 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 

"A tendência natural é retomarmos a liderança. Temos 69% de share no mercado de crédito imobiliário. Então, acaba sendo meio natural", disse o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Luis Mahl, a jornalistas, após participar do Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão em parceria com o Secovi-SP, nesta terça-feira, 16.

O executivo lembrou que no ano passado a Caixa teve de desacelerar a concessão de recursos por questões de capital, mas que este ano o foco é reforçar o crédito nas linhas de SBPE. Ponderou, contudo, que a volta da liderança da instituição na modalidade tende a vir com o tempo e não imediatamente nos rankings mensais e trimestrais do setor.

Sobre o crescimento da carteira de crédito imobiliário do banco público neste ano, Mahl disse que não poderia dar guidances. No ano passado, a Caixa entregou crescimento de 3,0% no estoque de empréstimos para o setor da habitação ante 2017, totalizando R$ 444,657 bilhões.

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Summit/Itaú BBA: mercado de capitais deve fazer diferença na expansão do setor

Afirmação foi feita por Milton D'Ávila, no Summit Imobiliário Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo

Fabiana Holtz e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 14h28

O mercado de capitais, embora ainda seja incipiente, deve fazer a diferença para apoiar o crescimento do setor imobiliário, na avaliação de Milton D'Ávila, Head comercial do segmento imobiliário do Itaú BBA ."Sou muito otimista com relação ao mercado de capitais. Os fundos imobiliários precisam decolar", afirmou durante painel sobre habitação de interesse social e no Summit Imobiliário Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo, nesta terça-feira, 16.

Para DÁvila, a necessidade de equilíbrio nas contas públicas é clara para a retomada do crescimento econômico, mas outro assunto que sempre vem à tona no setor é o de segurança jurídica. "A função do Estado é prover segurança jurídica. Ela certamente atrairá investimentos, impulsionando a retomada. É muito importante estar atento às dificuldades dos empresários do setor, em temas como outorga onerosa, Cepac, Plano Diretor. Tudo isso deve convergir para leis que façam os negócios acontecerem de forma mais fluida". As PPPs talvez sejam um caminho possível, acrescenta ele, "mas hoje estamos longe disso".

Com relação ao financiamento para segmento de moradias de baixa renda, D'Ávila acredita que o Banco Central tem encaminhado bem a questão. "O norte da bússola está muito bem apontado e isso tem contribuído para a redução do déficit habitacional".

Fundos

Para Paulo Bilyk, da Rio Bravo, os fundos imobiliários são os veículos mais adequados para aporte de capital no setor. Mas para atrair novos investidores para esses fundos, aponta ele, é preciso torná-los mais seguros para que todos possam comprá-los. "É preciso sair do campo de investimento direto e passar para um campo de garantias".

Eduardo Velucci, diretor presidente da CDHU, também presente ao evento, a ocasião é perfeita para repensar soluções que ampliem e aprimorem o sistema de habitação de interesse social.

D’Ávila, Bilik e Velucci participaram nesta manhã do painel "Perspectivas do mercado imobiliário e da habitação de interesse social na visão de investidores nacionais e internacionais".

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