FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Summit/Itaú BBA: mercado de capitais deve fazer diferença na expansão do setor

Afirmação foi feita por Milton D'Ávila, no Summit Imobiliário Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo

Fabiana Holtz e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 14h28

O mercado de capitais, embora ainda seja incipiente, deve fazer a diferença para apoiar o crescimento do setor imobiliário, na avaliação de Milton D'Ávila, Head comercial do segmento imobiliário do Itaú BBA ."Sou muito otimista com relação ao mercado de capitais. Os fundos imobiliários precisam decolar", afirmou durante painel sobre habitação de interesse social e no Summit Imobiliário Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo Estadão, em parceria com o Secovi-SP, em São Paulo, nesta terça-feira, 16.

Para DÁvila, a necessidade de equilíbrio nas contas públicas é clara para a retomada do crescimento econômico, mas outro assunto que sempre vem à tona no setor é o de segurança jurídica. "A função do Estado é prover segurança jurídica. Ela certamente atrairá investimentos, impulsionando a retomada. É muito importante estar atento às dificuldades dos empresários do setor, em temas como outorga onerosa, Cepac, Plano Diretor. Tudo isso deve convergir para leis que façam os negócios acontecerem de forma mais fluida". As PPPs talvez sejam um caminho possível, acrescenta ele, "mas hoje estamos longe disso".

Com relação ao financiamento para segmento de moradias de baixa renda, D'Ávila acredita que o Banco Central tem encaminhado bem a questão. "O norte da bússola está muito bem apontado e isso tem contribuído para a redução do déficit habitacional".

Fundos

Para Paulo Bilyk, da Rio Bravo, os fundos imobiliários são os veículos mais adequados para aporte de capital no setor. Mas para atrair novos investidores para esses fundos, aponta ele, é preciso torná-los mais seguros para que todos possam comprá-los. "É preciso sair do campo de investimento direto e passar para um campo de garantias".

Eduardo Velucci, diretor presidente da CDHU, também presente ao evento, a ocasião é perfeita para repensar soluções que ampliem e aprimorem o sistema de habitação de interesse social.

D’Ávila, Bilik e Velucci participaram nesta manhã do painel "Perspectivas do mercado imobiliário e da habitação de interesse social na visão de investidores nacionais e internacionais".

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