USAF Command
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Super Tucano em teste nos EUA sofre acidente

Modelo da Embraer A-29 Super Tucano participa da concorrência para fornecimento de aeronaves leves para Força Aérea dos Estados Unidos

O Estado de S. Paulo

23 Junho 2018 | 15h50

SÃO PAULO - O avião de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança (EDS), caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos (UFAF) em um campo de testes no Novo México às 11h30 de sexta-feira. Os dois tripulantes da aeronave conseguiram se ejetar e um deles teria sofrido ferimentos leves. A Embraer e a Força Aérea dos EUA confirmaram o acidente, por meio de nota. 

Não há ainda informações sobre as causas do acidente, nem sobre o estado de saúde do segundo tripulante. 

A queda ocorre apenas cinco semanas depois que a força aérea do país deu início à segunda série de exercícios de ataque leve. Além do Super Tucano da Embraer, os testes também estão sendo feitos com o AT-6 Wolverine, da Textron Aviation. O plano da Força Aérea americana é tomar uma decisão sobre a potencial compra de centenas de aeronaves para missões de ataque e reconhecimento, em um programa chamado OA-X. O contrato pode abranger entre 120 e 300 aviões, no longo prazo, num total de até US$ 3,5 bilhões.

A primeira fase dessa avaliação foi realizada no ano passado, permitindo que a USAF se familiarizasse com a capacidade de cada aeronave. A segunda fase teve início no mês passado com o objetivo de identificar como conectar os aviões às redes militares de inteligência e a capacidade de apoio das aeronaves em campo. 

Histórico. Além dos testes nos EUA, o turboélice da Embraer também já foi utilizado em missões de fogo da Força Aérea americana no Oriente Médio, no final do ano passado. 

Caso vença a concorrência, o A-29 Super Tucano vai substituir uma das aeronaves históricas dos EUA, o A-10 Warthog (Javali, em português). Pesado e eficiente, o A-10 Warthog tem 40 anos de emprego em ações de ataque ao solo. Já o A-29 Super Tucano é uma aeronave menor, mais barata e que não requer desenvolvimento para fornecer suporte a forças em terra. 

A operação do pequeno Super Tucano, com peso máximo de 11 toneladas e capacidade para 1.500 quilos de armas (mais um canhão de 20 mm e duas metralhadoras .50) custa entre US$ 500 e US$ 1,5 mil por hora de voo – já a do A-10 Warthog sai por pelo menos US$ 17 mil. 

Há mais que isso, porém: o avião brasileiro permanece até por sete horas voando em missão de coleta de dados de inteligência, equipado com módulos eletrônicos. 

A expectativa é de que a decisão final seja tomada pela Força Aérea dos Estados Unidos até o primeiro trimestre de 2019 – uma vitória no OA-X poderia abrir o mercado militar americano para a brasileira.

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