Superávit comercial brasileiro com Argentina estabiliza

O grande superávit comercial do Brasil com a Argentina registrado desde 2003 desacelerou seu crescimento em 2006 e estabilizou-se. Isso é o que indica a consultoria Abeceb.com, que anunciou que, no ano passado, a balança comercial entre os dois países foi - pelo terceiro ano consecutivo - favorável ao Brasil. No total, o superávit registrado foi de US$ 3,657 bilhões, o que implica em uma redução de 0,5% em relação à marca de 2005 (de US$ 3,676 bilhões). Desde que o Brasil recuperou seu superávit com a Argentina (entre 1995 e 2003 a balança com a Argentina foi deficitária em mais de US$ 10 bilhões para o mercado brasileiro), a balança comercial acumula um total de US$ 9,136 bilhões a favor do lado brasileiro.Em 2006, segundo a Abeceb.com, as vendas brasileiras para a Argentina foram de US$ 11,71 bilhões, o equivalente a um aumento de 18,1% em comparação a 2005. Na contra-mão, as vendas argentinas para o mercado brasileiro foram de US$ 8,05 bilhões, o que implica em um crescimento de 27% em relação ao ano anterior.Desta forma, a Argentina reverteu a dinâmica apresentada em 2005, ano em que as exportações do Brasil para seu sócio do Mercosul cresceram 34,5%, enquanto que as vendas argentinas para o mercado brasileiro aumentavam somente 12% em relação à marca de 2004.A Abeceb.com informou que a Argentina conseguiu superávit com o Brasil no comércio de produtos primários e manufaturas de origem agropecuário, além de combustíveis. O Brasil foi superávitário com a Argentina no comércio de manufaturas de origem industrial.Entre os principais produtos Made in Argentina vendidos aos Brasil estão o trigo, produtos petroquímicos, veículos e auto-peças. O ranking dos produtos Made in Brazil mais vendidos para a Argentina inclui veículos, celulares, diesel e minério de ferro.A Abeceb.com indica que em 2007 o superávit brasileiro com a Argentina continuará reduzindo-se. No entanto, as estimativas indicam que seria superior a US$ 3 bilhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.