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Apesar de queda nas exportações, balança comercial registra superávit em outubro

Exportações caíram 4,1% em relação a outubro de 2014, enquanto importações recuaram 21,1%; superávit de outubro foi o melhor em quatro anos

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 15h14

Após dois anos registrando déficit em outubro, a balança comercial volta a ter resultado positivo em 2015. O superávit de US$ 1,99 bilhão é o melhor para o mês desde 2011, mas está longe dos saldos acima de US$ 3 bilhões vistos há 10 anos nesses meses. “O resultado é significativo”, comemorou o diretor de estatística e apoio às exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Herlon Brandão.

O superávit do mês passado foi resultado de exportações de US$ 16,05 bilhões e de importações de 14,05 bilhões. De janeiro a outubro, o superávit está em US$ 12,24 bilhões e a expectativa do ministério é atingir a marca de US$ 15 bilhões em 2015. Pela média diária, as compras brasileiras ao exterior no mês passado ficaram em US$ 669,2 milhões, um recuo de 21,1% na comparação com outubro do ano passado. Já as vendas foram, em média, de US$ 764,2 milhões, o que representa uma queda de 4,1%.

O recuo das exportações foi a menor do ano e, conforme o diretor, ainda foi causado pelo preço, já que as quantidades embarcadas têm aumentado. “O efeito preço sobre a balança vem se dissipando”, comentou Brandão. A expectativa do diretor é de que haja alguma expansão este mês. Em outubro, os destaques de exportação foram minério de ferro, soja, milho, celulose e petróleo. Sobre a quantidade de vendas, de janeiro a outubro, houve um crescimento de 9% na comparação com os 10 meses de 2014. 

A conta de petróleo permanece em déficit, mas em magnitude inferior, o que contribui para melhorar o resultado geral. Em 2015 até outubro, essa conta está negativa em US$ 4,53 bilhões. O petróleo bruto teve alta de 51,7% do volume exportado em 2015, mas os preços caíram 50%. 

Parceiros. Brandão destacou dois movimentos importantes com parceiros comerciais. Depois de dois anos, é a primeira vez que há aumento das exportações para a Argentina, puxadas, principalmente, pelo setor automotivo. Brandão disse ainda ser cedo para falar que se trata de uma tendência: “Precisamos analisar melhor”. Segundo ele, o setor automotivo brasileiro tem se beneficiado pela desvalorização cambial, mas pode ser um indício de recuperação do país vizinho. Para a Argentina, as vendas de veículos subiram 4% em volume, mas têm queda de 3,8% em valor. 

China. Para a China, as exportações subiram pelo segundo mês seguido. Em setembro, a alta em relação ao mesmo mês de 2014 foi de 22,8%. Em outubro, a alta foi de 31,9% na comparação com o mesmo mês de 2014. Os destaques foram soja, petróleo e milho. O diretor do MDIC previu que as exportações de milho podem bater o recorde de 2013. Já somam 17,9 milhões de toneladas – 5,5 milhões em outubro, um recorde. 

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