Superávit deve ultrapassar US$ 10 bilhões, diz Amaral

O ministro do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, afirmou hoje que o superávit da balança comercial neste ano "seguramente"vai ultrapassar a previsão de US$ 10 bilhões, feitaanteriormente pelo governo. Ele disse acreditar também que asexportações podem fechar o ano com um discreto crescimento emrelação ao ano passado. Dados divulgados pela Secretaria deComércio Exterior (Secex), mostram que o saldo da balança jáalcançou US$ 9,003 bilhões neste ano e chegou a US$ 10,393bilhões nos últimos doze meses. O otimismo do ministro se deve aos bons resultados quevem sendo apresentados pela balança comercial a cada semana.Pelos dados da Secex, na terceira semana de outubro o superávitatingiu US$ 394 milhões, com exportações de US$ 1,280 bilhão eimportações de US$ 886 milhões. No mês, o saldo acumulado é deUS$ 1,145 bilhão, com exportações de US$ 3,766 bilhões eimportações de US$ 2,621 bilhões. Amaral acredita que os saldos comerciais em novembro edezembro também devam ser expressivos, embora sempre ocorra umaumento das importações no último trimestre do ano. "Aestimativa de US$ 10 bilhões para o ano pode parecer cautelosaem excesso", disse Amaral. "Seguramente vamos ter mais que US$10 bilhões de superávit e o mesmo nível de exportação do anopassado e, eu acho, com claras indicações de sustentabilidadedesse quadro para o ano que vem", acrescentou. Os dados da Secex mostram que as exportações, que noprimeiro semestre apresentavam queda em relação aos primeirosseis meses de 2001, inverteram a tendência neste segunda metadedo ano, com reduções progressivamente menores. Até a terceirasemana de outubro, as exportações de 2002 somam US$ 47,284bilhões. No mesmo período de 2001, eram US$ 47,432 bilhões, ouseja, houve uma redução de apenas 0,3%. Em setembro, a queda dasexportações, em comparação com os nove primeiros meses de 2001,era de 6,54%. A média diária das exportações até a terceira semana deoutubro, de US$ 269 milhões, registrou crescimento de 18,3% emrelação a média do mesmo período de outubro do ano passado, quehavia sido de US$ 227,4 milhões. Segundo o boletim do Ministériodo Desenvolvimento, a reação é fruto do aumento das vendas emtodas as categorias de produtos. As exportações de produtos básicos cresceram 39,2%,puxadas principalmente pelas vendas de petróleo em bruto, sojaem grão, fumo em folhas, carnes suína e de frango, farelo desoja e café em grão. A média dos semimanufaturados teve aumentode 34,5% ante o mesmo período de 2001, em razão das maioresvendas de óleo de soja em bruto, ferro fundido, produtos deferro/aço, celulose, couros e peles e açúcar em bruto. Já osmanufaturados tiveram crescimento de apenas 3,1%, registrando osmaiores aumento nas vendas de laminados planos de ferro/aço,gasolina, suco de laranja, motores para veículos e aparelhostransmissores/receptores. Na comparação com setembro, contudo, a média diária dasexportações registrou queda de 13% (de US$ 309,1 milhões paraUS$ 269,0 milhões). O resultado reflete a redução das vendas debásicos (23,7%) e manufaturados (9,3%). Os semimanufaturadosapresentaram leve expansão de 0,7%. Do lado das importações, amédia diária até a terceira semana de outubro foi de US$ 187,2milhões, 13,4% menor que a média de outubro de 2001 (US$ 216,2milhões). O resultado é também 2% inferior à de setembro desteano, quando a média registrada foi de US$ 191 milhões. No comparativo com outubro do ano passado, caíram osgastos com automóveis e partes (27,6%), instrumentos deótica/precisão (27,5%), siderúrgicos (23,2%), cereais e produtosde moagem (19,9%), equipamentos mecânicos (15,9%), equipamentoselétricos e eletrônicos (15,7%), plásticos e obras (9,1%),químicos orgânicos/inorgânicos (4,5%), combustíveis elubrificantes (2,3%) e farmacêuticos (0,9%). Em relação a setembro último, houve retração nasaquisições de cereais e produtos de moagem (24,4%), instrumentosde ótica/precisão (4,2%), siderúrgicos (4,0%), combustíveis elubrificantes (3,9%) e borracha e obras (3,3%).

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