Superávit do Governo Central cai 68% em 2009 até agosto

Economia do governo no mês registra saldo positivo de R$ 3,690 bilhões, divulga o Tesouro Nacional

Fabio Graner e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

29 de setembro de 2009 | 15h21

O Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) registrou no acumulado de janeiro a agosto superávit primário de R$ 23,850 bilhões, o equivalente a 1,21% do PIB, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Tesouro Nacional. O montante foi R$ 51 bilhões (68%) menor do que os R$ 74,850 bilhões de igual período do ano passado, correspondente a 3,94% do PIB. Os valores são resultado de um ritmo acelerado de crescimento dos gastos e do fraco desempenho da receita.

 

No mês de agosto, a economia do governo teve saldo positivo de R$ 3,690 bilhões. Em julho, o superávit havia sido de R$ 1,509 bilhão e em agosto de 2008, o saldo positivo havia sido de R$ 6,267 bilhões.

 

No resultado de agosto, o Tesouro Nacional registrou superávit de R$ 8,935 bilhões, a Previdência Social teve déficit de R$ 5,191 bilhões e o Banco Central em déficit de R$ 54,2 milhões.

 

No acumulado do ano, o Tesouro tem superávit de R$ 53,752 bilhões (ante R$ 99,504 bilhões em igual período de 2008), a Previdência tem déficit de R$ 29,561 bilhões (ante R$ 24,394 bilhões) e o Banco Central, déficit de R$ 341 milhões (ante R$ 260 milhões um ano antes).

 

Receitas do governo

 

As receitas do Governo Central tiveram queda de 0,8% no período de janeiro a agosto de 2009, ante

igual período de 2008. As transferências para Estados e municípios recuaram 2,4%, enquanto a receita líquida (que é a refeita disponível para o Governo Central) recuou 0,4% no ano. Em termos nominais, as receitas totais somaram, nos oito primeiros meses de 2009, R$ 462,519 bilhões, ante R$ 466,244 bilhões em igual período de 2008.

 

A despesa total do governo cresceu 16,1%, passando de R$ 306,808 bilhões no período de janeiro a agosto de 2008, para R$ 356,116 bilhões em igual período de 2009. Uma das maiores taxas de expansão ocorreu nas despesas com pessoal, que tiveram alta de 19,2% este ano, totalizando 97,935 bilhões.

 

As despesas de custeio e capital cresceram 17,3%, totalizando R$ 115,520 bilhões. Neste grupo, as despesas de capital (investimentos) tiveram alta de 8,6%, totalizando R$ 17,265 bilhões. As despesas que mais cresceram foram as do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tiveram alta de 35,8%, atingindo R$ 18,370 bilhões.

 

Dividendos 

 

A maior parte do superávit das contas de agosto do Governo Central foi obtida graças ao pagamento de dividendos das empresas estatais com a União. O pagamento de dividendos teve uma forte alta de julho para agosto, passando de R$ 1,719 bilhão para R$ 7,814 bilhões. O superávit primário do Tesouro Nacional foi de R$ 8,935 bilhões.

 

De janeiro a agosto, o pagamento de dividendos totalizou R$ 18,235 bilhões e representou um dos principais reforços do superávit primário do Governo Central (INSS, BC e Tesouro) obtido nos primeiros oito meses do ano, que somou, de janeiro a agosto, R$ 23,850 bilhões. De 2008 para 2009, o pagamento de dividendos dobrou, passando de 9,813 para 18,235.

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