Superávit do governo central cai para R$ 6 bi em setembro

No ano, economia do Tesouro, Banco Central e Previdência para pagar juros soma R$ 80,828 bilhões

Agência Estado e Reuters,

30 de outubro de 2008 | 14h17

O governo central - formado por Tesouro, Previdência e Banco Central - encerrou setembro com superávit primário (receitas menos despesas, sem considerar o pagamento de juros) de R$ 6,007 bilhões, frente a saldo positivo de R$ 6,257 bilhões em agosto, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 30.  O resultado refletiu, por um lado, incremento da receita líquida do Banco Central. Esse aumento é explicado pela elevação das receitas do Tesouro e pela redução sazonal das transferências a Estados e municípios. Nos primeiros nove meses do ano, o governo central acumulou superávit primário de R$ 80,828 bilhões, ante R$ 51,495 bilhões em igual período do ano passado. O superávit em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 3,81% no ano, frente a 2,74% em igual período de 2007.  Receitas A receita do governo central apresentou, de janeiro a setembro, um crescimento bem maior que as despesas. Os dados do Tesouro mostram que as receitas cresceram 18,39% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as despesas registraram uma expansão de 10,98%. No ano passado, as receitas no mesmo período estavam crescendo a um ritmo de 12,2% em comparação a 2006 e as despesas, 12,9%. Os dados do Tesouro mostram que as despesas de capital (investimento) tiveram de janeiro a setembro um crescimento de 46%. O total de investimentos pagos, no período, somou R$ 18,247 bilhões ante R$ 12,495 bilhões no mesmo período de 2007. As despesas com Projeto Piloto de Investimento (PPI) apresenta no ano crescimento de 85% ante o mesmo período de 2007. As despesas com PPI, que são projetos prioritários, somaram R$ 5,045 bilhões.

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