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Superávit do governo central ultrapassa meta em R$ 17,9 bi

Apenas em outubro, Banco Central, Tesouro e Previdência economizaram R$ 14,655 bilhões para pagar juros

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 15h26

O governo central, composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, obteve um superávit primário - receitas menos despesas, sem considerar o pagamento de juros - de R$ 14,655 bilhões no mês de outubro, segundo divulgaram nesta terça-feira, 25, o Tesouro e o Ministério da Fazenda. O resultado é bastante superior ao registrado em setembro, de R$ 6,130 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, o superávit é de R$ 95,606 bilhões, uma folga de R$ 17,9 bilhões na meta do governo. O número representa 4,03% do PIB. No mesmo período de 2007, o superávit foi de R$ 61,373 bilhões, o que equivalia a 2,92% do PIB. A folga já leva em consideração os R$ 14,2 bilhões do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Enquanto o Governo Central acumula até outubro um superávit primário de R$ 95,6 bilhões, a meta do ano, incluindo os R$ 14,2 bilhões do FSB, é de R$ 77,6 bilhões. Receitas Ao longo do ano, de acordo com os dados oficiais, o superávit foi puxado principalmente pelo aumento da arrecadação do governo federal. No período, as receitas do governo cresceram 18,6%. Essa elevação deve-se à maior lucratividade das empresas e da recuperação de débitos em atraso. Somente no mês de outubro, as receitas apresentaram uma expansão de 17,64%, decorrente principalmente de fatores sazonais e da elevação da taxa de câmbio, somando R$ 65,795 bilhões. O Tesouro destaca que, em função do crescimento das receitas, também houve uma elevação das transferências para Estados e municípios, que somaram R$ 10,182 bilhões em outubro ante R$ 9,530 bilhões em setembro. Por outro lado, houve uma redução das despesas em outubro, na comparação com o mês anterior, principalmente, porque não ocorreu o pagamento da primeira parcela do abono anual da Previdência Social, o que aconteceu em setembro. Em função disso, as despesas totais caíram de R$ 44,346 bilhões em setembro para R$ 40,957 bilhões em outubro. Essa diferença deve-se, basicamente, às despesas da Previdência Social que caíram de R$ 20,846 bilhões em setembro para R$ 15,384 bilhões em outubro. As despesas com pessoal e encargos pessoais subiram de R$ 9,949 bilhões em setembro para R$ 10,422 bilhões em outubro. Os gastos com custeio e capital subiram de R$ 13,133 bilhões para R$ 14,727 bilhões no mesmo período de comparação.  Investimentos Já os investimentos do governo central registraram uma elevação de 41% no período de janeiro a outubro deste ano, em relação a igual período de 2007. Os pagamentos no período somaram R$ 20,032 bilhões ante R$ 14,249 bilhões de janeiro a outubro de 2007. Os gastos com o Projeto Piloto de Investimentos (PPI) subiram 74% no mesmo período, totalizando R$ 5,523 bilhões. Nos dez primeiros meses de 2007 os valores pagos nos projetos do PPI somaram R$ 3,177 bilhões.

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