Superávit do setor público já supera meta acertada com FMI

O governo federal, os Estados, municípios e as empresas destas três esferas de poder registraram em outubro um superávit primário - arrecadação menos os gastos, exceto o pagamento de juros - em suas contas de R$ 8,2 bilhões. O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, disse que o superávit primário alcançado pelo setor público no mês passado é o melhor para meses de outubro desde 1991.Com este resultado, o superávit primário acumulado de janeiro a outubro bateu nos R$ 77,971 bilhões (5,59% do PIB), valor R$ 6,471 bilhões maior que a meta de R$ 71,5 bilhões acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o ano fechado de 2004. Esta folga, segundo Altamir, será usada para cobrir uma falta de superávit primário no último mês do ano, quando há forte concentração de gastos com pagamento de décimo terceiro salário e férias. Mesmo assim, ele enfatizou que não há o menor risco de a meta vir a ser descumprida em função do resultado aguardado para dezembro próximo.O valor acumulado no período janeiro-outubro também está acima da meta fiscal interna, que foi elevada de 4,25% do PIB para 4,5%. Quando o governo decidiu elevar a meta fiscal, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, informou que em termo nominais a nova meta deveria ficar em torno de R$ 75 bilhões. Nos últimos 12 meses terminados em outubro, o setor público gerou um superávit primário de R$ 80,109 bilhões, o equivalente a 4,81% do PIB.

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