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Superávit maior ajuda a reduzir juros, diz Banco Central

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que o aumento do superávit primário para 4,5% do PIB, decidido esta semana, é fundamental para o Brasil reduzir o endividamento público, melhorar o risco-País e baixar os juros. "A tendência é a de se ter juros menores, na medida em que a dívida caí", afirmou. Segundo ele, todos os países endividados precisam ter superávit primário elevado.Meirelles disse que se forem mantidas as condições macroeconômicas, aliadas às reformas e investimentos em infra-estrutura, o País pode crescer de 4% a 4,5% nos próximos quatro anos. "Com estas condições básicas, essa juventude vai poder atingir o seu sonho", afirmou ao responder uma pergunta durante seminário para administradores e estudantes, em Goiânia. Segundo ele, o País está distante de uma crise no setor de infra-estrutura, mas ressaltou que o crescimento sustentado exige investimentos constantes nesta área. "Esse é o desafio para os próximos anos: infra-estrutura suficiente para sustentar o crescimento".O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu a autonomia da instituição e disse que o Banco Central brasileiro hoje já conquistou esta autonomia. "O Banco Central hoje é autônomo na prática mas, como não está na lei, muitos não acreditam e isso tem um preço", afirmou Meirelles, ressaltando que esta é uma decisão política que não depende do BC.Ao som da música de Ivete Sangalo, Meirelles teve que gastar quase meia hora tirando fotos com estudantes. Ele deverá ficar em Goiânia no final de semana e não irá fazer política. "Vou encontrar amigos e descansar", disse.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2004 | 18h44

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