WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Superávit primário deve ser ao redor de 0,8% em 2015 e mercado ficará satisfeito, diz Mansueto

Para o especialista em contas públicas, resultado será conquistado principalmente devido a corte de investimentos do poder executivo

Ricardo Leopoldo e Alvaro Campos, O Estado de S. Paulo

08 Maio 2015 | 15h11


SÃO PAULO - O especialista em contas públicas Mansueto Almeida acredita que o governo conseguirá um superávit primário próximo ao equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o que deverá ser obtido em grande medida devido ao corte de investimentos pelo poder executivo. "Ocorreu uma redução de despesas em Formação Bruta de Capital Fixo pela União de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre e eu espero que chegará a R$ 30 bilhões no ano, o que será uma diminuição de 0,6% do produto interno bruto", comentou. 

Almeida ressaltou que a entrega pelo governo de um superávit primário ao redor de 0,8% do PIB em 2015 "deixará os mercados e investidores satisfeitos" com o governo, dado que é um grande esforço fiscal, de quase 1,4% do PIB. Em 2014, foi registrado um déficit primário ao redor de 0,6% do PIB. E o ajuste será marcado neste ano pela economia em recessão, o que prejudicará muito a arrecadação federal. 

"Contudo, mesmo que o resultado fiscal em 2015 fique bem próximo da meta, em 2016 o objetivo de 2% do PIB será difícil. Muito provavelmente ele somente será alcançado com aumento de impostos." Ele fez os comentários em palestra no evento Desafio Fiscal Brasileiro, realizado nesta sexta-feira, 8, pelo Insper em São Paulo.

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