Superávit primário do governo central cai 78,5% em junho, para R$ 1,2 bi

Receitas do governo cresceram só 7,5% no 1º semestre, enquanto as despesas aumentaram 12,9%

Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

26 de julho de 2013 | 15h19

BRASÍLIA - As contas do governo central, que reúne o Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central, apresentaram em junho um superávit primário de R$ 1,247 bilhão, com queda de 78,6% em relação ao resultado de maio (R$ 5,959 bilhões).

As receitas do governo central cresceram apenas 7,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, as despesas registraram aumento de 12,9% no mesmo período. As receitas aumentaram R$ 39,1 bilhões na comparação com os primeiros seis meses de 2012, enquanto que o crescimento das despesas foi de R$ 48,8 bilhões. Segundo o Tesouro, subiram em R$ 21,3 bilhões os gastos com custeio e investimento e R$ 20,3 bilhões nas despesas da Previdência Social.

De acordo com dados, o Tesouro Nacional contribuiu para o resultado com um superávit de R$ 4,527 bilhões. Já as contas da Previdência apresentaram em junho um déficit primário de R$ 3,179 bilhões e o Banco Central um resultado também negativo de R$ 73 milhões.

O ritmo de expansão dos investimentos do governo federal voltou a cair em junho, pelo segundo mês consecutivo. No acumulado do primeiro semestre de 2013, o total investido chegou a R$ 33,2 bilhões, uma alta de apenas 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Até maio, o crescimento dos investimentos ante 2012 era de 2,3% e, até abril, essa diferença chegava a 8,8%.

Considerando apenas o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)  que pode ser abatido da meta de superávit primário -, os investimentos do governo nessa rubrica somaram R$ 22,7 bilhões até junho, com alta de 7% em relação ao primeiro semestre de 2012.

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