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Superávit primário do Governo Central soma R$ 6 bi em maio e bate recorde

Resultado, no entanto, representa queda de 18% em relação a abril; além disso, volume acumulado no ano, em relação aos cinco primeiros meses de 2012, é 29,5% menor

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

25 de junho de 2013 | 15h20

Texto atualizado às 16h30

BRASÍLIA - As contas do Governo Central (que reúnem Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) apresentaram em maio superávit primário de R$ 5,956 bilhões - recorde para o mês. Isso significa, por outro lado, queda de 18% em relação ao resultado de abril, que foi de R$ 7,26 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que os números são "significativos". Maio, diz ele, é tradicionalmente um mês de primários "amplos". 

"Demonstra uma tendência forte e positiva no ano e de tranquilidade para o cumprimento do primário", afirmou.

Em maio do ano passado, o superávit primário foi de R$ 1,785 bilhão. O resultado ficou acima da mediana encontrada pelo AE Projeções (R$ 4 bilhões) e dentro do intervalo das estimativas, de déficit de R$ 1,5 bilhão e superávit de R$ 6,7 bilhões.

De acordo com dados divulgados há pouco, o Tesouro Nacional contribuiu para o resultado com um superávit de R$ 8,915 bilhões. Já as contas da Previdência apresentaram em maio um déficit primário de R$ 3,001 bilhões e o Banco Central um resultado também negativo de R$ 42,7 milhões.

Apesar desse superávit na casa dos R$ 6 bilhões no mês passado, o esforço fiscal do governo federal desacelerou este ano. O superávit primário das contas do Governo Central acumulado até maio apresenta uma queda de 29,5% em relação aos cinco primeiros meses de 2012.

Até maio, o superávit acumulado é de R$ 33,045 bilhões, ante R$ 46,847 bilhões no mesmo período do ano passado. O valor está próximo dos R$ 40 bilhões estabelecido como meta para até o final do segundo quadrimestre. Mas o esforço fiscal caiu de 2,66% para 1,73% do Produto Interno Bruto (PIB).

As contas do Tesouro acumulam um superávit de R$ 57,135 bilhões, ante R$ 64,858 bilhões em 2012. Já a Previdência Social acumula um déficit maior, de R$ 23,850 bilhões (ante R$ 17,802 bilhões), e o Banco Central de R$ 240,2 milhões em comparação aos R$ 209,2 milhões no mesmo período do ano passado.

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