Superávit primário está acima da meta do 2º quadrimestre

O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) realizou até julho toda a meta prevista para o segundo quadrimestre (até agosto) e, ainda conseguiu uma gordura de 13,2%. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional, no acumulado do ano até julho o resultado primário foi de R$ 52,1 bilhões, ante meta de R$ 46 bilhões para o segundo quadrimestre. Para chegar ao volume realizado no ano, até o mês passado, o Tesouro utilizou dados do Banco Central referentes ao primeiro semestre do ano e, do próprio Tesouro, do ano até o mês passado.

ADRIANA FERNANDES E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 12h01

O Tesouro Nacional apresentou um superávit primário de R$ 6,604 bilhões em julho, um crescimento de 67,2% em relação ao resultado de junho deste ano. No acumulado do ano, no entanto, o superávit primário do Tesouro apresentou uma queda de 15,7% em relação a igual período do ano passado. Enquanto este ano o superávit do Tesouro, de janeiro a julho, soma R$ 75,369 bilhões, no mesmo período do ano passado foi de R$ 89,386 bilhões.

Já as contas do Banco Central apresentaram em julho um déficit primário de R$ 34,6 milhões, registrando uma queda de 56,7% em relação ao resultado de junho deste ano, que teve um déficit primário de R$ 79,7 milhões. No acumulado do ano, as contas do Banco Central registram um déficit primário de R$ 323,5 milhões, apresentando uma queda de 26,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as contas do BC apresentaram um déficit primário de R$ 440,8 milhões.

Por seu lado, as contas da Previdência Social tiveram um déficit primário de R$ 2,581 bilhões em julho, um resultado negativo de R$ 23,140 bilhões no acumulado do ano.

Dividendos reforçam superávit - O superávit do governo central em julho foi reforçado pelo ingresso de R$ 2,339 bilhões de pagamento de dividendos. Se não fossem essas receitas, o superávit primário de julho de R$ 3,989 bilhões cairia para R$ 1,650 bilhões. Em junho, o pagamento de dividendo foi de apenas R$ 183,5 milhões.

O governo conta com um aumento maior de pagamento de dividendos ate o fim do ano pelas empresas estatais para fechar as contas e atingir a meta fiscal de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

No acumulado do ano, no entanto, as receitas com dividendos estão 12,7% menores do que no mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, acumulam R$ 10,296 bilhões ante R$ 11,798 bilhões em igual período do ano passado.

Investimentos em queda - O ritmo de crescimento dos investimentos do governo federal voltou a desacelerar em julho. Segundo dados do Tesouro Nacional, o total de investimentos de janeiro a julho atingiu R$ 38,8 bilhões, apresentando alta de 29,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Até junho, os investimentos estavam crescendo 30,7%.

O total investido inclui os subsídios pagos no Programa Minha Casa, Minha Vida, que passaram a ser contabilizados como investimentos. Segundo dados do Tesouro, o governo pagou R$ 10,3 bilhões de janeiro a julho de despesas do Minha Casa, Minha Vida. Se não fossem esses gastos, o total de investimentos acumulado no ano cairia para R$ 28,5 bilhões, volume menor do que os R$ 30 bilhões registrados no mesmo período do ano.

Do valor total investido de janeiro a julho deste ano, R$ 28,149 bilhões são referentes a restos a pagar do orçamento do ano passado e R$ 10,607 bilhões são despesas do orçamento deste ano. O ritmo de expansão das despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também sofreu queda. De janeiro a julho deste ano, esses gastos cresceram 36,6% e atingiram R$ 20,3 bilhões. No acumulado até junho, essas despesas cresciam a 52,7%.

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