Superávit primário está acima da meta, mas não paga juros

As contas do setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) somaram, no primeiro semestre deste ano, R$ 57,154 bilhões, o equivalente a 5,77% do Produto Interno Bruto (PIB) - valor acima da meta de 4,25% programada para todo do ano de 2006. Apesar da boa notícia, no mesmo período, a arrecadação não foi suficiente para pagar todos os juros da dívida pública. Com isso, nos seis primeiros meses do ano déficit nominal já atinge R$ 24,486 bilhões, o equivalente a 2,47% do PIB. No mesmo período de 2005, o rombo era menor - correspondia a 2,20% do PIB (R$ 20,179 bilhões).Além disso, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, no mesmo período do ano passado, o superávit acumulado havia sido maior: de R$ 59,950 bilhões (6,53% do PIB). Já nos últimos 12 meses acumulados até junho, o montante subiu para R$ 90,709 bilhões, o equivalente a 4,51% do PIB. Nos 12 meses acumulados até maio, essa proporção estava em 4,50%.Nos seis primeiros meses do ano, os encargos com juros já totalizam R$ 81,640 bilhões, o equivalente a 8,25% do PIB. No primeiro semestre de 2005, os encargos com juros estavam em R$ 80,128 bilhões (8,72% do PIB).Junho Em junho, superávit primário foi de R$ 10,444 bilhões ante R$ 6,303 bilhões em maio e R$ 9,623 bilhões em junho do ano passado. Apesar do aumento da arrecadação, o montante seguiu a linha do semestre e também não foi suficiente para pagar os juros da dívida do setor. Com isso, o déficit nominal foi de R$ 6,991 bilhões - total maior que o registrado em maio deste ano (R$ 855 milhões) e ao de junho do ano passado (R$ 5,610 bilhões). O resultado é decorrente de encargos de juros que chegaram no mês a R$ 17,435 bilhões, mais de R$ 10 bilhões acima das despesas registradas em maio passado (R$ 7,158 bilhões). Em junho de 2005, os encargos com juros totalizaram R$ 15,234 bilhões.

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