Superávit primário no semestre supera meta do FMI

Os governos federal, estaduais e municipais - juntamente com suas empresas - fecharam o semestre com um superávit primário de US$ 46,183 bilhões, o equivalente a 5,76% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor economizado ao longo dos primeiros seis meses do ano foi suficiente para cumprir a meta fixada no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Pelo acordo, o setor público consolidado deveria acumular no semestre um superávit primário, mínimo, de US$ 32,6 bilhões. Superávit primário é a arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais.No mês de junho o setor público registrou um superávit primário em suas contas de R$ 7,915 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central. Todas as esferas de governo conseguiram economizar recursos para o pagamento de juros da dívida pública. O governo central fez um superávit de R$ 5,354 bilhões, enquanto os governos regionais (estados e municípios) fizeram uma economia de R$ 1,681 bilhão, e as empresas estatais outros R$ 880 milhões.Efeito sazonalO forte excesso de superávit acumulado é justificado pelos técnicos do BC como um "efeito sazonal", ou seja, nos primeiros meses do ano os governos tendem a gastar menos, gerando portanto superávits primários mais robustos, que são gradativamente compensados com resultados menos expressivos ao longo do segundo semestre, quando as despesas tendem a aumentar. Nos últimos 12 meses, o superávit primário acumulado pelo setor público alcançou o valor de R$ 72,347 bilhões, o equivalente a 4,54% do PIB.

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