'Supercomitê' está pessimista sobre consenso

O "supercomitê" do Congresso dos Estados Unidos mostrou-se ontem mais pessimista sobre a possibilidade de um acordo para reduzir o grande déficit do país, já que continua difícil aparar as diferenças partidárias em torno de cortes sociais e do aumento de impostos para os ricos.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2011 | 03h06

O painel de 12 membros tem até a meia-noite da quarta-feira para adotar um plano de corte de US$ 1,2 trilhão no déficit nos próximos dez anos, porém não há consenso sobre cortes duros em programas domésticos e nos gastos militares.

No sábado, a Casa Branca afirmou que o comitê precisa "fazer seu trabalho". O impasse partidário pode ser um dos grandes temas das eleições presidenciais de novembro de 2012, quando o presidente Barack Obama buscará a reeleição. Na quarta-feira, o governo superou os US$ 15 trilhões de dívida, ou 99% da economia dos EUA, nível que economistas consideram perigoso.

Qualquer acordo requer a aprovação da maioria do comitê, dividido igualmente entre democratas e republicanos. O pleno do Congresso precisa adotar as normas até 23 de dezembro para evitar cortes automáticos.

O senador republicano e membro do comitê Pat Toomey comentou declaração desta semana de Obama de que "não é muito tarde para os Estados Unidos" evitarem uma crise fiscal semelhante à da Europa. "Está em cima da hora. Pela lei, nosso trabalho neste comitê precisa acabar esta semana", afirmou Toomey.

O senador republicano Jon Kyl, porém, parecia menos otimista. "Eu acho que há muitas dúvidas nesse momento", notou, falando sobre a possibilidade de um compromisso. "Mas obviamente ninguém quer desistir antes". O jornal Washington Post informou que o comitê estava "tentado a admitir a derrota talvez já na segunda-feira". / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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