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Superiores de Kerviel sabiam de seus atos, diz advogado

Segundo Guillaume Selnet, equipe do banco Société Générale 'fechou os olhos' para operações de trader

Danielle Chaves, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 15h08

Jérôme Kerviel agiu sozinho nas transações que o banco francês Société Générale (SocGen) afirma terem levado a perdas de bilhões de euros - apesar de que seus chefes deveriam saber o que ele estava fazendo -, disse nesta sexta-feira, 15, um de seus advogados, Guillaume Selnet. O advogado está tentando tirar Kerviel da cadeia, para onde ele foi mandado por um tribunal francês há uma semana, em razão de preocupações de que, se fosse deixado livre, ele poderia entrar em contato com possíveis cúmplices. "Desde o início, Jérôme tem declarado que estava agindo sozinho", disse Selnet à agência de notícias Associated Press. "A questão mais relevante no momento é se toda a equipe do SocGen, que fechou os olhos a tudo que Kerviel estava fazendo nos últimos dois anos e meio, pode ou não ser chamada de cúmplice", declarou o advogado. Por meio da porta-voz Laura Schalk, o banco se recusou a fazer comentários. Selnet argumenta que as informações podem ter sido manipuladas para assegurar a detenção de Kerviel, citando "rumores" que foram "vazados de propósito" para a imprensa sobre suas más intenções e contas telefônicas mensais de mais de mil euros. O SocGen afirma que Kerviel escondeu suas posições e evitou controles graças às suas habilidades com computação e à sua experiência em empregos anteriores na área de gestão de contas do banco. O advogado de Kerviel contesta a versão do SocGen, dizendo que seus superiores deviam ter conhecimento e "olhar para o lado" enquanto ele estava fazendo dinheiro para o banco. Essas transações estavam no azul ano passado, mas caíram em janeiro, antes de serem descobertas. Juízes que investigam o caso interrogaram Kerviel pela terceira vez na quarta-feira, durante cinco horas. Selnet negou que o ex-funcionário do banco tenha pensado em suicídio. Kerviel é acusado de falsificar documentos para encobrir o fato de que ele montou posições não autorizadas em três índices futuros europeus de cerca de 50 bilhões de euros. A fraude foi anunciada pelo SocGen no fim de janeiro e causou perda de 4,9 bilhões de euros (US$ 7,1 bilhões) ao banco.

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