Supermercados e cartões negociarão caso a caso

Ainda sem solução à vista, o impasse entre supermercados e administradoras de cartões deve ser negociado caso a caso. A disputa se dá em torno da taxa descontada em cada operação nas compras pagas com cartão de débito. Em janeiro, as maiores redes de supermercados do País já avisaram que deixarão de aceitar esse tipo de pagamento a partir do dia 25 deste mês.Reunião realizada na sede da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em São Paulo, na semana passada, deixou a cargo de cada grupo a decisão da utilização ou não desse meio de pagamento. De acordo com a assessoria da Abras, a entidade vai apoiar qualquer decisão dos empresários do setor. Os supermercados ainda não se manifestam oficialmente.Os valores não são divulgados, mas estima-se que as empresas de cartão descontam uma taxa que vai de 1% até 5% sobre o total de cada operação de compra. Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo, José Alberto Paiva Gouveia, essa cobrança não é correta pois as administradoras acabam participando dos lucros do varejo.O sindicato dos postos de combustíveis também trava disputa com administradoras de cartões sobre o desconto. A entidade reclama tanto das comissões no cartão de crédito (em média, 2,5% a 3% de taxa por pagamento) quanto no cartão de débito (taxa de 1,5% a 2%). Os postos de gasolina, porém, não devem aderir ao boicote que os supermercados prometem promover.

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