Supermercados e posto de gasolina lideraram varejo em 2002

Supermercados e postos de gasolina foram os destaques da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no ano de 2002, divulgada esta manhã. Juntos, os dois ramos foram responsáveis por 46,9% da receita líquida do varejo, que atingiu um total de R$ 250 bilhões naquele ano.O setor de combustíveis, com receita de R$ 56,3 bilhões elevou sua participação no segmento varejista, de 14,8% em 1996 para 22,5% em 2002, segundo a pesquisa. No atacado, os combustíveis também se destacaram: com apenas 2,3% das empresas, o setor faturou um terço da receita líquida total, com R$ 83,2 bilhões. Em seis anos, os empregos no setor aumentaram em 25,8% e as vendas, em termos reais, em 68,0%.O aumento da frota nacional de veículos, entrada de novas empresas após a desregulamentação do mercado e aumento do preço do combustível, principalmente após a desvalorização cambial em 1999, foram as causas apontadas para o crescimento do setor de combustíveis frente aos demais segmentos comerciais.Entre os supermercados e hipermercados, a receita somou R$ 60,9 bilhões, ou 24,4% do varejo. Na análise do IBGE, essas empresas aumentaram seu mix de produtos, buscando os de maior valor agregado, como computadores e equipamentos eletrônicos, o que contribuiu para a boa performance.Mercado de trabalhoAs ofertas de postos de trabalho em 2002 vieram principalmente do comércio varejista, responsável por 80% das novas vagas naquele ano, segundo apontou a Pesquisa do IBGE. No mesmo período, o setor atacadista contribuiu com a abertura de 13,5% das vagas e o comércio de veículos e peças, por apenas 8,7%. Apesar de ocupar oito em cada dez trabalhadores do comércio, o varejo teve participação de 45,5% no faturamento total, porcentual muito próximo ao do atacado (42,5%), que tem apenas 7,2% dos estabelecimentos comerciais.Região Sudeste lideraA região Sudeste respondeu por quase 55% da receita líquida de comércio no País em 2002. O faturamento no setor na região atingiu R$ 301,5 bilhões do total nacional de R$ 549,3 bilhões, informou a Pesquisa. O Estado de São Paulo sozinho foi responsável por um terço (33,6%) da receita líquida de revenda brasileira, e deteve 61,1% (R$ 184,4 bilhões) da receita líquida de revenda da região Sudeste em 2002. O Rio de Janeiro obteve 17,3% (R$ 52,1 bilhões) da receita líquida do Sudeste.

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